Depois da guerra podemos ver uma França essencialmente humanista, porém, alguns nomes da filosofia como Hegel, Husserl e Heidegger começam a se distanciar desse humanismo. A leitura da Fenomenologia do Espírito, muito mais que pensar um humanismo, esta voltada para uma ciência da experiência da consciência, ou ainda, ciência das estruturas da fenomenalidade do espírito relacionando-se com ele mesmo, ainda que na França pudesse fazer uma leitura antropologista desses Filósofos.

          A Fenomenologia não esta com um olhar voltado para a sociedade, para a cultura, para a linguagem e nem mesmo para a alma do homem, como mostra o texto. Husserl vai dizer que é possível imaginar uma consciência sem alma e de forma análoga o autor do texto vai dizer que é possível imaginar uma consciência sem homem, logo, percebemos um contracenso uma vez que o humanismo paira sobre a França e esses Filósofos estão preocupados com outras questões e não com o homem propriamente dito.

          É interessante notar que mesmo com a autoridade do pensamento de Husserl que invade a França tornando-se quase que como uma moda filosófica, a crítica ao humanismo continuava sem ser notada. Heidegger em sua carta sobre o humanismo mostra que a antropologia e o humanismo não fazem parte de suas questões, não norteiam seu horizonte de pensamento, ficando claro que essa nova França não deixa de lado, simplesmente, a antropologia e o humanismo, mais, pelo contrário, se colocou de certa forma contra isso, dar-se então início a um momento de críticas a antropologia e ao humanismo, mesmo que se mostre espantoso essas críticas não serem notadas com toda a autoridade de Husserl.

          O texto mostra a relação entre Fenomenologia, Antropologia, consciência, alma e homem ao dizer que a consciência é a verdade do homem e a fenomenologia é a verdade da antropologia. A fenomenologia para Hegel se localiza entre a antropologia e a psicologia. A questão entre a fenomenologia e a antropologia é que a fenomenologia seria uma espécie de superação da antropologia, ou seja, a fenomenologia esta voltada para a essência do homem e não para o homem em seu sentido físico, representando, assim, o fim do homem finito. Para Hegel e para Husserl a razão é história e a única história que existe é a história da razão, nesse sentido fica nítido em que sentido se fala no fim do homem, desse modo podemos ver como o pensamento sobre o homem, na França, se deu.