Um dos aspectos mais importantes dos escritos de Derrida é o fato de que parecem destruir a possibilidade da verdade absoluta e portanto, nada pode ser conhecido com certeza.

Pela “desconstrução”, Derrida abalou as estruturas em que se alicerçavam a tradição intelectual ocidental, enfatizando que a linguagem não pode se referir a um significado fixo e estável.

Com a desconstrução afastamo-nos da visão moderna do mundo, em que a realidade ficava restrita ao que era observado na natureza e o humano era o valor mais elevado.

A cultura ocidental acreditava no progresso, no homem como ser livre e independente, com capacidade para refletir objetivamente sobre as evidencias, forjando a verdade e o conhecimento através do método cientifico

Nos tempos “pós-modernos” a humanidade passa a recusar o conhecimento como um bem inerente e a verdade passa a ser conhecida através de outros canais, tais como a intuição, e a certeza e a objetividade deixam de ter um lugar absoluto na construção da verdade.

Ao desconstruir o “logocentrismo” Derrida ataca a tradição ocidental do predomínio do mundo da razão, indo além da concepção de que o significado é o resultado das relações entre os signos, defendendo que as estruturas dos significados devem incluir as pessoas que procuram e criam o significado.

Assim fica afastada a possibilidade do valor e da verdade absoluta. Não há mais a certeza do conhecimento.