СНПЧ А7 Омск, обзоры принтеров и МФУ

 

 

O ensaio Sobre a Filosofia Universitária, que está contido na coletânea Parerga e Paralipomena, obra que proporcionou reconhecimento a Arthur Schopenhauer em seus últimos anos de vida, trata, principalmente, da filosofia verdadeira em contraposição à filosofia universitária. Neste ensaio, Schopenhauer define o papel do filósofo e diferencia a especificidade do saber filosófico em relação às ciências, à arte e à teologia.

 

Schopenhauer inicia o texto apresentando os aspectos positivos da filosofia nas universidades: a maior visibilidade e o aumento do interesse de seu estudo por parte dos jovens. Porém, as vantagens da filosofia de cátedra são superadas pelas desvantagens que esta proporciona para a verdadeira filosofia.

 

Devido aos problemas abordados pela filosofia serem os mesmos para os quais a religião fornece explicações, o ensino da filosofia fica comprometido. A verdade passa a ocupar um posto secundário tendo que ceder seu lugar a explicações que concordam com a religião vigente e os interesses do Estado.

 

(...)Um governo não pagará pessoas para que contradigam direta ou mesmo indiretamente aquilo que faz apregoar em todos os púlpitos por milhares de sacerdotes ou professores de religião por ele empregados.”

 

As ciências ensinadas nas universidades devem coincidir com as doutrinas judaico-cristãs, caso isto não ocorra, ela pode ser considerada inútil, como disse o professor de filosofia Bachmann, em 1840, na Gazeta Literária de Jena: “se uma filosofia nega as idéias fundamentais do cristianismo, ou ela é falsa ou, mesmo se verdadeira, é de fato inutilizável.”

 

Vários filósofos tentaram fundir filosofia e religião, entre eles, Fitche e Hegel. O primeiro “ousou negligenciar as doutrinas da religião do Estado no seu filosofar. A conseqüência foi sua cassação e, além disso a plebe o ter insultado. (...) O Eu Absoluto transformou-se bem obedientemente no bom Deus(...) toda a doutrina recebeu uma tintura extremamente cristã.” O segundo, Hegel, “inventou a expressão ‘religião absoluta’, com a qual também alcançou seu intuito, pois conhecia seu público: para a filosofia de cátedra, a religião também é verdadeira e propriamente absoluta, quer dizer, deve e tem de ser absoluta e simplesmente verdadeira, pois, do contrário!...”

 

O fim verdadeiro e próprio da filosofia universitária consiste “em que os futuros referendários, advogados, médicos, concursantes e mestres-escolas recebam, no mais íntimo de suas convicções, uma orientação adequada às intenções que o Estado e o governo têm para com eles.”

 

A filosofia verdadeira pretende resolver, através da razão, “o problema da existência por meios próprios e independentemente de toda autoridade. Ela tem como meta superior a satisfação da carência metafísica, que é sentida íntima e vivamente pela humanidade em todos os tempos, mas de modo mais forte quando, como agora, a reputação da fé está cada vez mais baixa.”