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A partir do texto de Nietzsche sobre Schopenhauer se trabalham questões importantes sobre o educar em si, até o próprio título dessa obra incompleta quando aliada às informações que retiramos no seu decorrer implicam que o nome mais conveniente para a mesma seria “Educar segundo Schopenhauer” pois as questões sobre o filosofar do autor explicitado seriam diferentes do que teríamos hoje em dia.

Schopenhauer teria de início duas claras evidências de sua posição quanto a isso que nos guiariam a entender seu trabalho como caminho para o ensino devido, seriam elas o isolamento que o mesmo tinha do resto da população e sua definição estética sobre a verdade e ética que se distanciariam da vivência, o seu desespero ante à verdade.

Seu posicionamento deve-se a seu assombro em relação às teorias kantianas que segundo o escrito atingiriam mais aos espíritos nobres que contemplam a vida e tudo que dela provém, e seja assim “o guia que conduz, da caverna do desânimo cético ou da abstinência crítica à altura da consideração trágica”¹. Sua posição de isolamento deve-se a não ter sido incentivada uma educação intelectual que o aproximaria de estudos junto a sociedade, então quando deu-se o início às suas viagens que o preparariam para seguir a profissão de seu pai, comerciante, se ocupou de fazer anotações sobre um assunto que não o que se esperava de sua viagem, estudou por si próprio a condição humana e dela extraiu considerações pessimistas e negativas, entretanto, acabou por iniciar o curso numa escola comercial, a qual acabou por abandonar com a morte de seu pai e se voltar a estudos humanísticos, culminando em uma faculdade de medicina e assistindo cursos de filósofos como Schleiermacher e Fichter.

Schopenhauer também se tornou amigo de Goethe durante seu tempo na universidade em suas idas ao salão de sua mãe, e encorajado por este escreveu o tratado antinewtoniano sobre a visão “Sobre a visão e as cores” de 1816.

No texto de Nietzsche se classifica rapidamente como seriam os homens, tendo seu esforço todo voltado em direção ao Estado como alvo máximo e bem maior, retirando-se assim os filósofos e admitindo-os com um propósito superior a esse, pois diferente dos homens eruditos, o filósofo estuda a bondade, o pensamento, o amor, entre outros que são esquecidos no mundo de hoje em que não se estabelece um alvo. Quando se pergunta a alguém hoje em dia para que vive, a resposta é simples e direta: “Para me tornar um bom cidadão, ou erudito, ou comerciante”, mas exatamente pelo isolamento de Schopenhauer lhe foi mais fácil conceber que o homem não deve pensar nesse vir-a-ser eterno e sim no ser nesse momento, em como se apresenta a realidade nesse momento.

E todas as considerações que são feitas vão guiando para que se perceba qual a função da filosofia e porque ela não deve ser uma mera indicação do que fazer mas sim um guia para que se faça capaz o humano de questionar o seu papel na sociedade, seus sonhos, felicidades, ações e tudo que o cerca.

Com o desenvolver do texto, ao chegar na parte seis, se torna questão a ser pensada a aceitação por parte do Estado de que existam mentes que discutam algo que seja superior a seu bem e existência e tenham por fim criar uma cultura para além deste. Os eruditos tão repudiados são brevemente comentados, porque finalmente se expõe diretamente o porquê de não poder aceita-los que seria que estes só aceitam aquilo que os beneficie, tornando assim os gerentes ou zeladores de possíveis culturas, e ainda se questiona se Sócrates tivesse vivido hoje em dia se teria alcançado à idade avançada ou sequer vivido. Vale ressaltar para aqueles que se interessarem a ler que é no fim desta parte que se evidencia que o educar como tal só poderia ser feito com “Schopenhauer como educador”.

Seguindo se evidenciará que um erudito não poderá jamais se tornar um filósofo, pois o erudito julga conforme as regras e opiniões impostas a ele, enquanto o filósofo “tem de retirar de si a maior parte do ensinamento e porque ele serve para si mesmo de imagem e abreviatura do mundo inteiro”². Schopenhauer além de evidenciar o gênio em si mesmo também o via fora de si, em Goethe, assim tendo sido instruído sobre as formas de erudição o proporcionando a chance de exprimir em todas as formas eruditas a sua teoria, então tendo o sentido a ser expresso e inúmeros hieróglifos para exprimi-lo.

O Estado também é um ponto a ser discutido, que se qualquer pessoa estiver analisando criticamente que aquele que ensinar deve estar preparando pessoas para pensar além do Estado como o educador próprio o faz, essa pessoa pode se tornar um problema para essa posição vigente de controle que é o Estado, e caso isso realmente possa acontecer, o Estado tem o direito de atuar seu controle pois a sua existência é comprovada e defendida diretamente no seu ideal de ser o que é. Sendo dessa forma, a filosofia precisa cercear seu conhecimento de alguns modos para poder ser atuada, porém as concessões que já são feitas são muitas e exorbitantes para que se classifique seu conhecimento como o que se espera nessas considerações.

O Estado é quem decide a partir de provas arbitrárias que não permitem ao educador pensar de forma diferente sobre algum assunto, e mesmo esses bons educadores na visão do Estado que já se tornam menos do que o potencial geral que são muito mais pessoas, estes que sobram ainda são castrados de sua capacidade total por ser obrigado a instruir em um local determinado entre determinadas pessoas e para determinadas atividades sem poder escolher seus alunos e diariamente com horários inflexíveis. De tal modo o filósofo fica compelido a criar um método onde não tem como pensar realmente, pois não escolhe quando, como, onde, se, no que ou por quê pensar. Tornar-se-á então um re-pensador, pós-pensador ou um conhecedor erudito dos pensadores anteriores, ou como se costuma dizer figurativamente, uma máquina de fotocópias.

Assim que temos todos esses pontos analisados percebe-se que o filósofo vive numa posição nada invejável, portanto, uma vez que para exercer realmente seu potencial e sua vontade ele não poderá jamais exprimir isso, então se torna prudente questionar alguns pontos, como se existe uma democracia uma vez que a mesma é arbitrada por um Estado, se é possível filosofar sem poder discutir com o meio externo e se existe alguma solução que possa satisfazer ambos campos sem ter que cercear nenhuma área, seja erudita ou filósofa.

 

  1. parte 3

  2. parte 7