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Ao que parece Gramsci foi um dos únicos Pensadores Marxistas que tratou de fato a questão dos Intelectuais, relacionando-os como instrumento de transformação da sociedade. Ele coloca os intelectuais enquanto professores, jornalistas, educadores, padres, funcionários de sindicatos e partidos políticos, como intelectuais de primeira categoria cujo as ações são para manter a hegemonia da classe dominante, a adaptação da cultura à sua função prática. Porém o Gramsci propõe é uma reviravolta nessa forma de pensar o intelectual.

 

O intelectual não deve mais ser visto como representante da hegemonia, distante da massa popular, e sim ele deve realizar o intercambio entre esses dois patamares sociais. Cada grupo social tende a criar seu próprio grupo de intelectuais, e nenhum grupo deve priva-se deles, dessa forma intelectual deve estar atento as necessidades de seu grupo fazendo com que esse se desenvolva e crie uma consciência unitária .

 

Durante a Reforma Gentile, a escola estava sob o escudo do Estado comandado por Mussolini; além de obrigar o ensino religioso, a escola reforçava aos alunos de classes mais elevada o ensino clássico, completo, e às classes subalternas, era reservado o ensino mais técnico, voltado para o mercado profissional. A escola tradicional era oligárquica, no sentido de trabalhar na educação das novas gerações de grupos dirigentes e cada grupo social possuía um tipo de escola própria, a ser destinada a perpetuar nos grupos sociais sua “função” no todo.
Gramsci defendeu o ensino “desinteressado”, de cultura geral, humanista, que equilibre o desenvolvimento das capacidades de trabalho manual e das capacidades de trabalho intelectual; onde os professores não entendessem as crianças que estão iniciando nos estudos como seres individuais, e sim como reflexo da fração da sociedade civil que ela participa. Esta é a proposta geral da Escola Única.

 

A organização prática desta escola consistia em diversos aspectos: o Estado deveria assumir as despesas referentes à manutenção dos alunos na escola e outros tipos de auxílios, além de proporcionar ampliação da organização prática da mesma, isto é, investindo em professores, melhoria de prédios, etc. Quanto aos alunos, eles deveriam seguir as duas fases desta escola, que consistiam em 1º, e 2º grau.
1º grau: com duração de 3 ou 4 anos, onde é ensinado aos estudantes as primeiras noções instrumentais de instrução, como ler, escrever, história, matemática, etc., além de desenvolver as primeiras noções de Estado e sociedade.
2º grau: com duração de no máximo 6 anos, onde o aluno já teria maturidade suficiente para fazer os julgamentos necessários para optar por uma vida profissional ou escolher cursos de universidade. São criados os valores fundamentais do “humanismo”, a autodisciplina intelectual e autonomia moral para seguir com alguma especialização. São estimulados os métodos criativos na ciência do aluno, função esta que deixaria de ser monopólio das universidades. É considerada a fase decisiva da escola.
Quanto aos professores e educadores, é importante dizer que para Gramsci a escola tem um importante papel na sociedade já que ela é um elo entre os intelectuais e a população, dessa forma o ideal seria que os professores e educadores enquanto integrantes participativos de uma determinada classe, no caso a classe das massas populares, agissem a favor das necessidades dessa classe,a partir daí surge a idéia de “filosofia da práxis” onde a missão do intelectual é fazer com que a massa tenha uma espécie de emancipação intelectual , podendo realizar uma ruptura com a subordinação em que é colocada.
A ligação entre o intelectual e com a classe popular deve partir do conhecimento dessa classe para uma ascendente concepção de vida e realidade, com atitudes críticas e porque não dizer polêmicas, já que a idéia é romper com grande parte das crenças que sufocam esse pensamento crítico. É importante salientar que toda essa transformação e ascensão do pensamento popular estão diretamente ligada a política, e essa é a chave para promoção intelectual de todos.

 

No que diz respeito aos nossos dias, a realidade continua conflituosa e a desigualdade cada vez mais crescente, o papel do educador é cada vez mais importante para que esses fatores sejam diminuídos. É imprescindível que haja comprometimento com a educação, e mais ainda com àqueles que buscam a educação sem a consciência de sua importância.

 

Especificamente no caso da disciplina filosofia, o seu porquê e para que, devem ser discutidos e bem elaborados não será bom para ninguém se a disciplina for apenas mais uma ferramenta para a “peneira do vestibular” e muito menos se focar apenas a sua história sem uma contribuição eficaz para emancipação da sociedade que tanto sofre com a manipulação da classe dominante. É necessário que se faça uso da filosofia em sua mais nobre esfera, àquela que pretende desvendar as questões, e fazer com que a sua prática promova o desenvolvimento individual e conseqüentemente o desenvolvimento social, já que a partir do momento que nos percebemos como iguais devemos almejar o Bem para todos. A filosofia deve ser uma arma de revolução, deve semear a dignidade, o pensamento critico, a vontade de transformação.

 

É preciso que o estudante se veja como parte atuante da sociedade e mais do que isso, é preciso que ele perceba que a mudança depende da sua ação e só a partir do seu embate com a realidade que lhe é apresentada é que será possível alcançar a justiça e igualdade entre todos. A filosofia pode libertar essa vontade, mas para que acontecer essa liberação da vontade é necessário que alguém ofereça uma opção e só que pode apresentar uma alternativa é o professor de filosofia, porém o professor que esteja de fato comprometido com o que a filosofia pode oferecer que a veja como prática política. Fazendo com que o estudante perceba que pode utilizar-la para a resoluções de diversas questões e principalmente utiliza-la para o desenvolvimento da sociedade a qual está inserido.