СНПЧ А7 Омск, обзоры принтеров и МФУ

 

 

1-Justificativa

 

 

 

AOficina do orador tem como objetivo principal ensinar ao estudante do Ensino Médio as técnicas de Oratória. Tal trabalho tem sua justificativa embasada nos benefícios que a arte do bem falar pode trazer para o indivíduo, tanto ao nível social como ao nível pessoal.

 

Uma vez que o Parâmetros Curriculares Nacionais e a A Lei de Diretrizes e Bases da Educação determinam que é imprescindível para a formação de um cidadão pleno o contato com a filosofia e a sociologia, então, é legítimo a procura pelos meios através dos quais a filosofia deve atender essa exigência. Os conhecimentos da oratória e da retórica vêm como resposta a esta busca pois, com o contato destes 2 (dois) campos de saberes o indivíduo passa a possuir uma maior autonomia, aprendendo a reconhecer seu querer e as maneiras pelas quais pode melhor expor suas vontades.

 

O motivo de ser dessa oficina é fazer com que os alunos do Ensino Médio possam se colocar diante dos olhos dos outros, diante de um público, sem temor, capacitando-os, assim, a um pleno exercício de sua liberdade de expressão.

 

2-Fundamentação teórico-metodológica

 

A metodologia escolhida para embasar este projeto tem duas fontes principais: por um lado a Oficina do Orador terá seu cronograma e opções teóricas inspiradas no curso de Oratória Rogéria Guida e, por outro lado, resgatar-se-á alguns autores da tradição filosófica que se propuseram a trabalhar com a oratória e com a retórica.

 

Faço deste o início do ano, o curso livre da Oratória Rogéria Guida. Este curso tem sua fama construída ao decorrer de 30 anos de tradição, sendo uma referência na área, e tem como uma de suas especialidades a preparação para provas orais da defensoria pública de diversos estados brasileiros, bem como fornecer training para empresas como Petrobras, Furnas e outras grandes companhias de nosso país.

 

Sua metodologia foi desenvolvida pela própria Rogéria, tendo em seu interior princípios da fonoaudiologia e da psicanálise freudiana, mesclada com as teorias trabalhadas por Wilhelm Reich.

 

A filosofia é representada neste projeto pelas teorias schopenhaurianas desenvolvidas na obra “Dialética Erística”; pelas ideias concebidas por Chaim Perelman no “Tratado Da Argumentação - A Nova Retórica”; e pelo pensamento Aristotélico desenvolvido no Da Retórica.

 

3-Objetivos

 

3.1- Gerais

 

A oratória fornecer uma maior autonomia do sujeito em relação a sociedade que o circula, ou seja, uma das principais funções da arte do bem falar (oratória) é ensinar o indivíduo a identificar seu querer e exercê-lo, a conquista-lo junto a sua comunidade. Se configurando, assim, em uma ferramenta imprescindível para que a filosofia cumpra seu papel determinado pelo PCN: formar um cidadão pleno.

 

3.2-Específicos

 

3.2.1 – Aprimorar a performance do aluno no que diz respeito a maneira de expor e de se expor perante o público.

 

Com certeza o caro leitor já passou pela experiência de ter o famoso “branco” durante uma apresentação oral (ou pelo menos conhece diversas pessoas que já o tiveram),e, além do “branco”, sentir tremores, dores abdominais em virtude da ansiedade e/ou nervosismo, vícios de linguagem como “né?” e “ta entendendo?” Tão corriqueiros em apresentações de trabalhos. Fatores que prejudicam não só o aluno de ensino médio, mas também o futuro profissional que se encontrará diante de uma entrevista de emprego, ou em qualquer atividade em que tenha que se dirigir a um grupo de pessoas.

 

As técnicas que serão ensinadas nessa oficina visam suprimir os efeitos negativos da exposição aos olhos dos outros. Esse objetivo é capacitar o aluno não só a curto e médio prazo, mas ensinar-lhes um conteúdo que os acompanhará por toda vida.

 

3.2.2- Fornecer ferramentas para o combate da Timidez.

 

Na prática docente, muitas vezes percebe-se que um aluno domina a matéria, é inteligente e capaz porém, ao ser chamado para fazer uma leitura, ou para apresentar, junto ao seu grupo, um determinado tema, aquele bom aluno simplesmente trava, todo o conteúdo que ele sabidamente possui, se esvai em sua timidez. Talvez o superar deste sentimento (timidez) seja um ponto singular na vida de qualquer pessoa que a traz junto de si. Afinal, não é difícil encontrar adultos, profissionais consagrados em suas áreas, que recusaram a convites de se apresentar em congressos, palestras, entrevistas em revista e/ou televisão apenas pelo medo do “olhar do outro”.

 

Sendo assim, fundar uma oficina de oratória vai fazer com que os alunos não só se destaquem por conseguirem assumir um porte adequado em apresentações, entrevistas de emprego e qualquer tipo de exposição pública; como também, será uma ferramenta para que o indivíduo possa ter a coragem necessária para se colocar como senhor do seu próprio querer.

 

4- Público-alvo

 

O público-alvo deste projeto são os estudantes de ensino médio (do primeiro ao terceiro ano), os quais possuem normalmente entre 14 a 18 anos de idade.

 

5.0- Plano de trabalho
5.1 - Atividades a serem desenvolvidas

 

Esta oficina se desenvolverá através de encontros semanais, nos quais os alunos travarão contato com o conteúdo programático que visará atender a 4 (quatro) pontos. Estes pontos que serão expostos a seguir formam as atividades que serão trabalhadas durante os encontros :

 

      1. Impostação da voz: saber projetar adequadamente sua voz no ambiente em que ocorrerá a apresentação, o que pode até parecer trivial, mas que nem sempre é tratado com o devido cuidado. Quase todos nós tivemos um professor que falava terrivelmente baixo ou um colega de trabalho que tinha a desagradável mania de falar gritando. E Além de corrigir esses detalhes, é no bom uso da voz que reside a habilidade de colocar sentimento no discurso, afirmando ou prolongando a sílaba tônica de uma palavra, o orador pode gerar a sensação de segurança para ele e para quem o ouve. ( Quantos de nós não deseja conseguir isto?!)

 

5.1.2Ritmo: A velocidade e a articulação das palavras são os principais aspectos que essa técnica trabalha. É muito comum ver pessoas que falam em ritmo acelerado, e que por conta disso, vão passando uma sensação de desespero em que está assistindo ou dialogando com elas (com certeza o leitor deve conhecer alguém assim, aquele tipo de pessoa que nos dá vontade de pedir para parar e respirar antes de continuar a fala). Ao lado do problema da fala apressada, também há aquele que fala extremamente devagar, e que com meia hora de palestra, metade de seu auditório esta dormindo. E tendo como ponto importantíssimo dessa técnica, há a boa articulação das palavras, falar as palavras por inteiro e claramente transparece clareza, segurança no que diz e, sobretudo valoriza o bom domínio da língua portuguesa.

 

      1. Respiração: Através da ténica de respiração o orador consegue evitar o esforço ao falar. É muito comum ver professores ao final de um dia de trabalho queixando-se de dor na garganta, alguns chegam a ficar roucos por conta de um uso excessivo das pregas vocais (antigas cordas vocais), na maioria dos casos isso ocorre porque o orador tenta elevar sua voz através do esforço da região da garganta, quando na verdade, para falar mais alto, o ideal é soltar mais ar ao articular as palavras, pois o ar é o combustível da fala.

 

 

 

      1. Postura: É imprescindível para o orador ter uma postura harmônica, isto é, pés alinhados com os ombros, joelhos encaixados, curvatura da coluna reta e ereta, ombros alinhados na horizontal etc... qualquer alteração na postura gera sensações naqueles que estão ouvindo uma apresentação e, é comum ouvir comentários do tipo: uhmm... ele me parece displicente. Sem o orador ter dito uma só palavra, apenas pela maneira como ele entrou no recinto e, principalmente, por sua roupa. Sendo a indumentária ainda mais primordial, tanto que em qualquer lugar onde se fale sobre entrevista de emprego, se fala sobre roupa adequada para tal.

 

Através da prática desses pontos, se pretende que os alunos concluam essa oficina dominando os preceitos básicos da oratória, e capacitados a fazer apresentações públicas sem dificuldade.

 

6. Cronograma

 

A carga horária do curso é de 1:30(uma hora e meia); pelo menos 1 (uma) vez por semana; durante o período que me for permitido ministrá-lo.

 

A oratória possui duas faces fundamentais, por um lado é constituída pela teoria e por outro lado pela prática. Isso quer dizer que é inútil possuir um cabedal gigantesco de informações da maneira mais adequada de se portar durante uma exposição e, na hora de subir em um palco, simplesmente, não conseguir aplicar nenhuma das técnicas. A partir dessa constatação, é possível inferir a importância da constante prática do que foi apreendido portanto, a cargo horária mínima semanal deve ser de 1 (uma) hora e meia, na qual o facilitador (eu) fará a exposição durante 30 (trinta) a 40 (quarenta) minutos o conteúdo de uma determinada técnica e, durante os 60 (sessenta) minutos restantes, os próprios alunos aplicarão o que foi exposto através da construção de discursos.

 

O motivo pelo qual não foi delimitado um prazo final para esta oficina é que, no curso de Oratória Rogéria Guida trabalha-se com carga horária mínima, ou seja, em tese, com 5 (cinco) encontros e 20 (vinte) práticas, o orador já estaria apto a expor seus trabalhos, porém, o que realmente se propõe é 1 (um) ano de curso.

 

7- Recursos humanos/materiais

 

O recurso material necessário para desenvolvimento do projeto é o espaço físico, isto é, uma sala de aula a ser cedida para que se efetue os encontros.

 

8- Bibliografia

 

 

 

PERELMAN, Chaïm e OLBRECHTS-TYTECA, Lucie. Tratado da argumentação. Tradução de Maria Ermantina Galvão G. PEREIRA. São Paulo: Martins Fontes, 1996

 

SCHOPENHAUER, Arthur. Como Vencer um Debate sem Precisar Ter Razão. Rio de Janeiro: TOPBOOKS, 2003.

 

LOZANO, PEÑA-MARÍN e ABRIL. Análise do Discurso- Por uma Semiótica da Interação Textual. São Paulo: Littera Mundi, 2002.

 

WEIL e TOMPAKOW. O Corpo Fala- A linguagem Silenciosa da Comunição não-verbal, Petrópolis: Editora Vozes, 2001.

 

Platão. Ménon. Lisboa: Edições Colibri, 1993.

 

PLATÃO. Protágoras, Górgias, Fedão. Belém: EDUFPA, 2002

 

EMPÍRICO, SEXTO. Hipotiposes Pirrônicas, Rio de Janeiro: Livro I. Tradução livre de Peter R. de Oliveira, 2005.

 

HOBBES, Thomas. O Leviatã. São Paulo: Editora Martins Fontes, 2008.

 

SACRAMENTO, Igor. A midiatização da retórica. Rio de Janeiro: revista Fronteiras – estudos midiáticos. 2009.

 

SAUSSURE, Ferdinand. Curso de Lingüística Geral. São Paulo: Editora Cultrix, 1972.

 

BRETON, Philippe. A argumentação na comunicação. Editora da Universidade do Sagrado Coração.

 

CRUZ, Dilson Ferreira. O Éthos dos Romances de Machado de Assis. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo.2009.

 

DHERBEY, G.R. Os Sofistas. São Paulo: Edições 70.