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Consideração Intempestiva: Schopenhauer Educador

 

Nietsche, em suas considerações intempestivas, ao inicio da página 182, critica a influência popular de Kant, que acaba por instigar um ceticismo e um relativismo muito forte nas pessoas.

 

“... Não podemos resolver se o que chamamos de verdade é realmente a verdade, ou se unicamente isto nos parece assim.”

 

O autor vê em Schopenhauer, uma luz para guiar todas as pessoas a essa sensibilidade. Este interpreta a vida em sua totalidade, não se prendendo apenas “nas tintas e no véu do quadro”.

 

As ciências e os “meio-filósofos” pedantes se predem em detalhes do quadro e não observam o quadro em sua totalidade. Veem apenas fios que, não levam a lugar nenhum e tornam o curso de nossa vida ainda mais confuso e labiríntico.

 

“Esta é a imagem de toda a vida e extrai daí o sentido da tua.” (errôneo) ≠ “Decifra unicamente a tua vida e tu compreenderás os hieróglifos da vida universal.” (correto)

 

Decifrar a filosofia do indivídio para o todo. No inicio somente para si, através de si para todos.

 

Schopenhauer carregava com sua genialidade 3 grandes perigos

 

  1. Carregar consigo uma unicidade produtiva ao se tornar consciênte desta unicidade, um halo estranho se forma em torno de si, o halo do extraordinário. Deve se despertar, para não se deixar subjulgar, para não cair no desencorajamento e na melancolia.

  2. Ser dotado de perspicácia corre o risco de seguir o ambíguo caminho da dialética. Perde o sentido da verdade.

  3. Endurecimento moral e intelectual perde o contato com o seu ideal. Inútil, no que se refere à cultura.

 

Há ainda outros perigos, os que pertencem à sua época. Esta distinção entre perigos constitutivos e perigos da época é essencial para compreender o que há de exemplar e educador na natureza de Schopenhauer.

 

Olhar filosófico posto sobre sua existência. Filósofos modernos estão entre os promotores mais poderosos da vida, da vontate de viver. Esta aspiração é também seu perigo: o reformador da vida e o filósofo (toma o capuz de juiz) se enfrentam neles. Uma vitória implica uma perda.

 

Como Schopenhauer escapou também deste perigo?

 

  • Schopenhauer se levantou contra a sua época, expulsou-a de si, purificou seu ser.

 

Em resumo: Como podemos todos, através de Schopenhauer, nos educar contra o nosso tempo, porque temos, graças a ele, a vantagem de conhecer verdadeiramente este tempo. Suposto, porém, que isto seja mesmo uma vantagem.

 

O que significa na nossa época o filósofo como educador?

 

  • É no mínimo vergonhoso tentar responder a esta questão, pois isto seria uma prova a mais de que não se tem mesmo sequer ideia do que separa a seriedade da filosofia e a seriedade de um jornal.

  • O problema da existência é uma brincadeira da filosofia, uma pseudofilosofia.

 

Se alguém, no entanto, acredita cerdadeiramente, com todo o seu coração que isto é possível, que então o demonstre; pois na verdade ele merece se tornar professor de filosofia numa universidade alemã.” (IRÔNIA) p.192

 

Qual o fim supremo da felicidade?

 

  • Há quem diga que o Estado seria este fim; e servir ao estado seriam os deveres mais elevados.

  • Para Nietsche, superior a servir ao estado é acabar com a estupidez sob todas as formas.

 

Há uma atual desvalorização da cultura e o conhecimento está submetido à ganancia trazida pelo dinheiro desprezível.

 

Quem erguerá ainda a imagem do homem, se todos só percebem neles o verme do egoísmo e um medo sórdido, e se desviam tanto desta imagem, que acabam caindo na animalidade, ou seja, numa rigidez mecânica?

 

Há Três imagens de homem.

 

  1. O homem de Rousseau possui um fogo maior, capaz de levar a revoluções violentas. É sempre o homem de Rousseau que se agita. Oprimido, humilhado. Grita para si: “Somente a natureza é boa, somente o homem natural é bom”, ele se despreza e quer ir além de si mesmo: neste estado de espírito, a alma está prestes a decisões terríveis, mas ela exala também das suas profundezas o que tem de mais nobre e de mais raro.

  2. O homem de Goethe para os que são naturezas contemplativas de grande estilo. O sedativo das emoções perigosas às quais os homem de Rousseau está preso. Ele adere ao evangelho da boa natureza, é Fausto, devorador da vida. Vê pairar sobre sua cabeça todos os domínios da vida e da natureza, seu desejo mais profundo é excitado e acalmado. Conservador e conciliador.

  3. O homem de Schopenhauer esgota os contemplativos e apavora as massas. Assume para si o sofrimento voluntário da veracidade, e este sofrimento lhe serve para mortificar sua vontade pessoal e para preparar a subversão, a total transformação de seu ser, alvo que constitui o objetivo e o sendo verdadeiros da vida. Potência eternamente ativa, força salutar. É Mefistófeles.

 

Toda existência que pode ser negada merece ser negada. Ser verdadeiro é crer numa existência verdadeira, uma que não pode, de maneira alguma, ser negada. O homem verídico sente que sua atividade tem um sentido metafísico, explicável segundo as leis de uma vida superior e distinta; ele é cheio de um fogo forte e devorador e deve estar longe da neutralidade fria e desprezível do pretenso homem da ciência.