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Conferências “Sobre o futuro dos nossos estabelecimentos de ensino”

 

 

 

 

 

Resumo sobre a segunda Conferência

 

 

 

Introdução

 

 

 

A Segunda Conferência é complementar da segunda é composta três semanas depois daquela. É proferida quando FN ainda é professor na Basiléia. Faz uma abordagem crítica da Educação e da Cultura de seu tempo, se preocupa em escrever para ser lido e em ensinar algo a alguém. Em ambas se apresenta concomitantemente como um mestre da Filosofia e como um filósofo da educação. FN é o narrador do diálogo entre discípulo e seu mestre. Assevera como objetivos e métodos, conteúdos e formas da educação dos jovens, enfatizando as relações didáticas entre professor e aluno.

 

 

 

Para FN tanto a Educação, quanto a Cultura e a Filosofia têm que estar referidas diretamente à Natureza. É através destes três elementos que a Natureza busca sua realização, cumprimento e redenção. De certo modo pode-se depreender daqui, a ideia de uma busca ao desenvolvimento natural do homem, com privilégio às suas capacidades naturais, ou seja, apartado dos ideais iluministas e se aproximando das concepções voluntaristas que caracterizam a filosofia de Nietzsche e Schopenhauer.

 

 

 

Em sua narrativa, ao estabelecer o diagnóstico do mundo moderno, pela crítica ao otimismo vulgar (semelhante a Voltaire), ele não crê na capacidade deste otimismo oferecer um crescimento crítico e integral ao indivíduo, observa sim, a necessidade “de contraponto dado pelo trágico grego, aí utilizando aquele pessimismo shopenhauriano. Aponta nos valores da modernidade, o “coroamento” da mediocridade e da barbárie, que mantém a ignorância. Critica a “intelectualidade” encarnada pelos eruditos, que educavam para a conformidade e submissão ao statusquo vigente, e define este fato como “oportunismo profissional”.

 

 

 

 

 

Da Segunda Conferência

 

O diálogo inicia apresentando um discípulo que viveu otimista e confiante, quanto ao sistema cultura e educação. Contudo, por ter passado grande parte de seu aprendizado com o mestre, e com ele ter entendido, agora, as mazelas do sistema — face aos erros apontados por ele, ao longo do convívio, ele descreve de modo tão real e entristecido sua visão, que o mestre tenta acalmá-lo. Exortando seu ânimo, o leva a considerar a hipótese de que este sofrimento terá fim e vaticina: “o primeiro que tiver a ousadia de ser totalmente sincero neste domínio, ouvirá o eco de sua sinceridade devolvido num milhar de almas corajosas”, tributando isto a homens nobres de ações e sentimentos.

 

 

 

Cônscio da medida de seus sofrimentos, face à situação da escola e a pobreza de espírito pedagógico em sua época, e, ainda, que somente muito corrompido, é que não se pode ficar assustado, com este quadro. O discípulo pede ao mestre: a esperança, e como dar fim aos velhos hábitos. Reconhece que o ginásio o levou à solidão, contudo tem dúvidas, renunciar à luta ou considerar questões mais sérias, e pergunta o que se pode esperar de mais decadente ou haveria uma Ausgang?

 

 

 

O mestre reconhece a importância do ginásio, e seu objetivo cultural, e que a Universidade é o clímax de todo este esforço e tendência. Chama a atenção para o ensino do alemão de como é, e como deveria ser, constata que o que se aprende agora é o jornalismo alemão, em vez do uso, do bom gosto e do rigor linguístico — e, se sente envergonhado de estar diante “de uma língua tão desfigurada e profanada”. A tarefa de um estabelecimento de ensino para ele é levar ao caminho correto, pela autoridade e com severidade digna, aos jovens sendo ensinada uma língua selvagem, a levando a sério. Os exorta a experimentar o “desgosto físico” por certas palavras e jargões usados e abusados pelos jornalistas. E afirma que se isto não ocorrer é porque eles já renunciaram à cultura autêntica.

 

 

 

Instrui o mestre, que caberia ao professor de alemão ginasial provocar os alunos para que usem as palavras que expressem os verdadeiros sentimentos artísticos, exprimindo um pensamento sempre melhor, mais completo e mais intensamente possível. Denomina o ginásio de seu tempo “falso estabelecimento de ensino”. Da tarefa primitiva de dar cultura em vez de erudição, naquele momento nem erudição é capaz de oferecer, mas apenas o “jornalismo” com uma linguagem vulgar, a espíritos não formados uma “impertinente barbárie”.

 

 

 

Como último domínio, aponta a composição alemã, onde alunos melhores dotados se saem e se expressam melhor, como um apelo à expressão de um individualismo consciente e coerente, num programa pessoal — que é capaz de falar, conversar, de manifestar seu juízo principalmente sobre obras poéticas. Chama atenção para o característico e individual concernente a esta idade, atentando para diferenciação de uma autonomia autêntica a excitações prematuras.

 

Exige originalidade para com os alunos, assume todos como capazes de fazer sua própria literatura se expressando de forma singular e única. Supõe que toda frase escrita ou falada, nesta idade, é grande parte das vezes um barbarismo, e que por vezes há oculta certa futilidade da autossatisfação. Atesta que enquanto os ginásios permanecerem tratando a língua alemã de forma como o fazem, farão da língua materna um cadáver lingüístico, ao contrário do que fizeram os gregos e os romanos.

 

 

 

Como objetivos para o aprendizado, todos têm uma difícil tarefa, como a cultura que forma a ciência, sacrificando a cultura clássica e também a cultura formal. Aponta ainda que este homem de ciência e o culto pertencem a esferas diferentes, que têm num indivíduo um ponto de contato, mas que nunca coincidem. Mostra que os objetivos como uso ordinário, são muita vez, usados como escapatória de problemas como a derivação para luta e para guerra.

 

 

 

Quanto à livre personalidade, mostra que no curso de alemão o capricho absoluto se confunde com a barbárie e a anarquia, e isto na Ciência equivale a uma fraca contribuição, mas grande o bastante para flexibilizar a Ciência. Ao ginásio carece o primeiro objeto de interesse — a língua materna, o solo natural, estes, capazes de fecundar todos os esforços ulteriores, no sentido da cultura. Com alguma nostalgia se refere aos grandes poetas e da inaptidão e pobreza como foram seguidos. Compara a marcha dos adultos com os escritores “elegantes” que jamais aprenderam a marchar.

 

 

 

Que na falta da obediência e do hábito, observamos a frequente associação da erudição com a barbárie do gosto, e da Ciência com o jornalismo vulgar. Os esforços de Goethe, Schiller e Lessing, mostram o quanto a Alemanha caiu de nível cultural face aos grandes poetas. Cita a Sturm und Drang de Goethe, como um movimento que ofereceu uma alavanca importante a revitalizar o espírito alemão. Como este, Schiller, similarmente, oferece material para o desenvolvimento da liberdade da vontade e uma moral apoiada na sensibilidade, cujo fundamento é a condição estética do homem.

 

 

 

Entretanto com a presença dos grosseiros de plantão, àqueles grandes homens, a importância e o seu reconhecimento, nunca foram elencados e aproveitados como exemplos a seguir. Afirma que para o sucesso deste aprendizado, faz-se necessário que a compreensão dos valores da cultura clássica e da língua materna sejam reconhecidos.

 

Como opções, os ginasianos, têm a percepção de que os helenos como helenos estão mortos, e que eles se divertem lendo Homero, e com algum prazer as tragédias e comédias gregas. Contudo, sentem-se mais interessados ao ler Spielhagen, (drama mais moderno), como os jornalistas de Freitag (historiador escritor e diretor da revista Die Grenz-Boten e porta voz da burguesia liberal alemã). Desabafando pergunta: “Ginasianos, tendo em vista que a Vênus de Milo, nada importa a vocês e nem aos seus mestres, quem os conduzirá à cultura, se os seus guias são cegos, ainda que se façam passar por videntes? Quem chegará a verdadeira percepção da sacralidade da arte, se não aprenderam a estetizar, a expressar, e a filosofar por si mesmos? Se transformando em servidores do momento”?

 

 

 

Como autocrítica, se oferece a posição dos alemães face à possibilidade de se conhecer as línguas clássicas, mas de mau falar a língua materna. Por outro lado, é isto no viés, que a ciência introduz na alma européia ao conceber o ginásio. Relembra, tristemente, a presença de Wolf, que introduziu na Alemanha o espírito clássico oriundo da Grécia e de Roma, sugerindo uma nova visão ao ginásio, que deveria ser consagrada a toda cultura nobre e superior

 

 

 

Como medida pivotal para a formação de um novo ginásio, atrai a necessidade de serem os próprios mestres neste espírito novo transformados. Como causa do fracasso de Wolf, aponta: o caráter não alemão dos esforços no campo da cultura, ou seja, a crença de que poder-se-ia abandonar o solo nacional como formador de cultura; a ilusão de poder saltar sem pontes ao mundo greco-romano, já tendo negado, “apriori”, o espírito germânico.

 

 

 

Constata que a cultura alemã de sua época não passa de um agregado cosmopolita, sem graça, com aparências grosseiras, longe de Schiller e Beethoven, mas próxima aos jornalistas e Meyerbeer (compositor alemão de óperas). Reconhece a influência da cultura francesa e antigermânica em seu fundamento mais profundo. Estabelece uma tensão entre franceses e italianos com os alemães, e a influência de expressões trazidas por àquelas línguas, ora incorporadas ao alemão. Em contrapartida, elogia os russos que fazem àqueles parecerem ridículos (provavelmente por conta de Dostoievsky e Tolstoi).

 

 

 

Conclui exortando os alemães a se apegarem ao espírito alemão, revelados na reforma e na música alemã. Refere-se a: fidelidade, obediência e a tenacidade do soldado alemão. (Talvez FN revele aqui, sua simpatia e ufanismo pelos feitos do Império Sacro-Germânico e na Guerra Franco-Prussiana, da qual ele mesmo participou). Afirma que uma verdadeira purificação do ginásio virá com uma renovação e concomitante purificação do espírito alemão, mesmo que seja difícil de compreender o laço que une verdadeiramente o ser profundo da Alemanha com o gênio grego.

 

 

 

Que tampouco devemos censurar àqueles que querem introduzir no ginásio a erudição e o cientificismo, a fim de estabelecer um objetivo ideal, salvando da famosa sedução “cultura e educação”. Entendendo que agora àqueles pontos de vista limitados e limitantes estão justificados, posto não haver um ambiente seguro e real, onde àqueles pontos de vista se tornassem falsos.

 

 

 

O diálogo se encerra com um grito parado no ar — uma constatação de que não foram economizados esforços de uns poucos, ora no sentido estrutural, ora no sentido conjuntural no que concerne aos exemplos da cultura germânica, seja por meio de Goethe e Schiller como representantes da poesia seja através de Wolf — em sua tentativa de emancipar e criar espaços maiores à expansão da cultura alemã. Mas que não faltem mais vozes a se levantar e buscar as soluções necessárias, a um soerguer cultural na Alemanha de seu tempo.

 

 

 

 

 

 

 

 

Bibliografia

 

 

 

NIETZSCHE, F. Escritos sobre a educação. Tradução, apresentação e notas de Noéli C. de M. Sobrinho. 4. ver. e ampl. RJ: PUC-Rio; São Paulo: Editora Loyola, 2009.