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No texto “Sobre a Filosofia Universitária”, Schopenhauer começa denotando uma vantagem do ensino de filosofia nas universidades, o despertar a cabeça do jovem para o estudo da filosofia e para o pensamento em geral. No entanto, nega a necessidade do curso para alguém interessado em filosofia, pois, para o autor, é possível estudar e fazer filosofia fora da academia.

 

Embora Schopenhauer não identifique a necessidade do ensino de Filosofia na universidade, ele o considera capital no ensino Ginasial (atual ensino médio), pois entende que nessa idade deve-se estimular o espírito filosófico.

 

Após um breve elogio com relação ao ensino da filosofia no ensino médio, ele retorna à questão da Filosofia na universidade, mais especificamente com relação aos problema da filosofia como profissão. O pensador entende que o exercício da filosofia como profissão é prejudicial ao livre pensar e portanto prejudicial ao exercício livre do filosofar pois, o profissional de filosofia estaria “preso” e submetido a ideologia do Governo e da Igreja do qual o Governo tem suas premisas Metafísicas.

 

Para explicitar melhor esta questão é feito uma distinção entre o ensino de filosofia e o ensino de outras ciências, ele chega a conclusão que as outras ciências não sofrem pela mesma situação pois o seu objeto de saber é diferente do da igreja. No caso da filosofia, tendo o saber metafísico como objeto, poderia entrar em conflito com a Igreja que também tem em vista alcançar este mesmo saber. Portanto, na medida em que a igreja imporia as pessoas, sociedade e ao Estado a sua noção do que é a verdade metafísica, impediria que o filósofo, que fosse sujeito a este mesmo governo, pudesse pensar livremente.

 

Outra questão colocada no texto é com relação aos fins práticos do trabalho universitário, mais especificamente com relação ao sustento familiar e ao prestígio acadêmico. Schopenhauer entende que, na academia, as pessoas que tem a filosofia como profissão, possuem como interesse último as necessidades práticas, como prestígio pessoal e ganhos de ordem econômica, com isso, colocam os reais interesses filosóficos em segundo plano. O pensador não vê a possibilidade de aliar os dois interesses e entende que os fins práticos são um impedimento ao livre filosofar, principalmente no que concerne ao prestígio acadêmico.

 

Para exemplificar seu ponto de vista ele afirma que, a excessão de Kant, nenhum outro professor de Filosofia na História foi também Filósofo. Neste ponto ele faz um ataque direto aos filósofos do idealismo alemão em especial Fichte e Hegel, pois todos eram professores de filosofia e também considerados filósofos. Para explicitar sua crítica, Schopenhauer fala sobre o conceito de religião absoluta de Hegel e faz uma dura crítica à ele, pois entende que Hegel estaria tão somente adequando seu pensamento aos interesses do Estado. Para Schopenhauer a filosofia não deveria ser um campo de reafirmação de valores e pressupostos pessoais, mas sim um campo para o livre pensar.

 

Na sua crítica com relação à igreja e ao seu poder, Schopenhauer lembra a velha distinção entre Conhecimento e Crença (Epistheme e Doxa) e diz que o campo referente à igreja seria o da fé e não o do conhecimento. Com isso, explicita a impossibilidade de misturar estes dois campos, pois só poderia haver fé sobre algo na medida em que não fosse possível conhecê-lo. Ou seja, na medida em que conhecemos algo não precisamos mais ter fé, portanto seriam dois campos incompatíveis.

 

Após uma grande crítica aos filósofos de sua época e a relação deles com a academia e com o Estado, Schopenhauer faz um pequeno elogio ao ensino da Filosofia nas universidades, principalmente no tocante às demais áreas de conhecimento. Ao seu ver, a filosofia teria o papel de orientar os diversos profissionais, com formação no ensino superior, quanto as reais intenções do Estado para com eles.

 

Por fim, o pensador fala dos perigos da institucionalização de uma filosofia ou de um modo de pensar, tomado como verdadeiro e correto, na medida em que este pensamento descredibiliza e oprime a heterogeneidade de concepções de mundo. Para tanto, ele retoma a diferença entre o indivíduo genuinamente filósofo e o filósofo da academia, entre quem vive para a coisa e quem dela vive. Para ilustrar melhor o seu ponto de vista, ele recorre ao velho embate entre filósofos e sofistas, que percorreu a história de grande parte do pensamento antigo, e compara o filósofo da academia com um mero sofista, que usa do seu conhecimento e de seu poder retórico para enriquecer deixando de lado o verdadeiro amor pela sabedoria.