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1 - Introdução:

 

 

 

Em dezembro de 1808, Hegel se torna reitor do Ginásio de Nuremberga e colabora para a reforma do sistema de Ensino Alemão. Sua pedagogia defende o ponto de vista do Neohumanismo ao invés do Filantropismo. Esta corrente defende o estudo da antiguidade clássica grega e romana, propondo formar a personalidade do aluno como um todo, indivíduo e profissional. Diferentemente do que proporia o Filantropismo que com seu caráter reducionista se preocupa com a questão prático/profissionalizante.

 

Como reitor ele está sempre atento aos problemas da instituição que já demarcavam a carreira pedagógica, como: sobrecarga de trabalhos burocráticos e insuficiência de verbas investidas no colégio. Sendo os Discursos, as obras principais para relatarem o Hegel enquanto reitor e professor. Mesmo que elas não sejam suficientes para expor tudo o que o mesmo pensava sobre o assunto.

 

Ele está sempre atento para a formação do espírito ante a educação, partindo da particularidade do aluno enquanto sujeito e indo para uma elevação que pudesse ser universal. Assim como ainda se faz atualmente, Hegel considera o Ensino Secundário como aquele que promove a formação geral dos indivíduos com bases sólidas - ao nível das aptidões, conhecimentos e princípios morais. Já o Ensino Universitário, também valorizado, é responsável por uma especialização em determinado campo do conhecimento.

 

Como reitor responsável pelo Ginásio afirma que é no ensino secundário que se constrói uma boa base para o universitário, portanto nele o professor deve trabalhar com mais clareza e esforço.

 

Hegel possui uma unidade nos seus projetos: filosófico, político e pedagógico, porém isso não fica muito claro ao lermos os seus discursos, os pontos filosóficos podem ser encontrados se analisados com certa profundidade.

 

A multiplicidade de temas discutidos pelos Discursos também é gigantesca, mas há uma unidade em seu pensamento que está voltado para a Educação e formação do alunado. Isso pode ser percebido quando ele enfatiza pontos como: Necessidade de uma seriedade no trabalho pedagógico por parte da coordenação e equipe docente, responsabilidade pelo Estado para com os problemas educacionais, dedicação dos alunos com o ensino recebido e colaboração de todos na relação Família / Escola.

 

A escola é considerada por ele como essencial e mediadora, seu fim estaria em si mesma, onde um trabalho bem feito deve estar também rodeado por um certo “bom senso”. Sua compreensão de que o momento de alienação é importante para a unificação do conhecimento apreendido pelo aluno, o distancia um pouco de seu caráter neohumanista, porém isso lhe confere uma certa autenticidade. Essa autenticidade se encontra na caracterização positiva, de uma etapa que é geralmente concebida como negativa como o que acontece com a alienação. Neste momento podemos então reconhecer uma conexão entre pontos filosóficos e pedagógicos do ponto de vista hegeliano. Em sua concepção a formação ética se encontra diretamente ligada à formação intelectual.

 

Variadas interpretações de seus discursos são possíveis, porém não se pode negar que seu método dialético permite uma conversa entre preocupações pedagógicas antes tidas como incomunicáveis como é o caso das concepções de: Indivíduo x Sociedade, Formação Intelectual x Formação ética, Disciplina x Liberdade... Além disso, a sua fidelidade a certas concepções de seu tempo não se confunde com a defesa de uma proposta e métodos retrógrados de pensar.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

2 - DISCURSO AO REITOR SCHENK - 10 de Julho de 1809.

 

 

 

Discurso feito ao reitor que deixava a direção do Ginásio de Nuremberga. Embriagado por tons de interesses político e pedagógicos, Hegel proclama seu discurso em agradecimento e reconhecimento do trabalho realizado pelo mesmo.

 

 

 

2.1 Pontos Principais:

 

 

 

- É realizada uma reunião entre professores e alunos para homenagear o antigo reitor.

 

- Importantes homens e mulheres (representantes do governo e da família do alunado) estão presentes e compondo a audiência que presencia o discurso.

 

- Reconhece-se o talento, a experiência e a erudição de Schenk como profissional e como homem, elucidando o trabalho que foi realizado e a contribuição e influencia que isso causou no ensino alemão.

 

- Levantam-se questões sobre a valorização do professor e admite-se que todo aluno a partir daquele momento será capaz de reconhecer a necessidade da aprendizagem e dos valores morais.

 

- Hegel admite estar entregue ao trabalho enquanto reitor, procurando realizá-lo com a mesma dignidade e eficácia com que este vinha sendo feito ao longo dos anos.

 

 

 

3 - DISCURSO DE ENCERRAMENTO DO ANO LETIVO - 29 de setembro de 1809.

 

 

 

Discurso proclamado após o primeiro ano de trabalho de Hegel em Nuremberga. Neste discurso ele procura levantar avaliações e estatísticas de tudo o que foi realizado no Ginásio. Faz isso de maneira a clarificar seu método de trabalho e os objetivos a serem alcançados. Seu discurso é feito de maneira positiva, procurando reconhecer que as mudanças pedagógicas e educacionais que estavam acontecendo eram um investimento no futuro daqueles que se tornariam posteriormente homens de grande valor. Ao levantar as novas propostas para esta Nova Instituição, ele agradece o trabalho e empenho de todos, além de parabenizar os alunos que conseguiram entrar para as universidades.

 

 

 

 

 

3.1 Pontos Principais:

 

 

 

- Discursa para encorajar e recompensar, através de premiações, os alunos destaques do ano e também para fazer um balanço sobre o ano letivo.

 

- Agradece ao governo pela atenção dada ao Ensino Público.

 

- Exalta as inovações ocorridas na Nova Instituição como vantagens para todo o Ensino na Alemanha e explicita que sua excelência está em unir a tradição com aquilo que seria produtivo na modernidade enquanto preocupação pedagógica.

 

- Destaca que o Fim último daquele Ginásio é então preparar o corpo discente para um estudo erudito, que possui a sua essência nas culturas antigas, Grega e Romana, de forma a compreender melhor o que elas possuem e superar aquilo que lhes foram desvantagens.

 

- Durante seu discurso levanta questões pedagógicas antigas como: a retirada do estudo de latim do currículo. (fator que ao ver de Hegel gerou vantagens e desvantagens).

 

- Em defesa do estudo clássico, Hegel demonstra a necessidade de se estudar a partir da língua original em que certa obra foi produzida, com o intuito de emancipar e estimular o conhecimento. Consequentemente há a necessidade do estudo mecânico da própria língua, mas este estudo visa alcançar um objetivo bem mais amplo, que é apreensão mais profunda do conteúdo da obra. Fator que só pode se dar no exame da língua original.

 

- O novo é considerado estranho em um primeiro momento, porém ao mesmo tempo em que acontece um afastamento devido a esse algo “estranho” existe um interesse que desperta a vontade de conhecimento. Esse processo não é passivo, mas se ativo e transformador.

 

- O discurso se encerra como uma grande defesa do Ensino Público Alemão que vinha sofrendo graves mudanças e questionamentos na época.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

BIBLIOGRAFIA:

 

 

 

HEGEL, Friedrich. Discursos sobre a educação. In: Paidéia. Trad. Ermelinda Fernandes. Lisboa: Colibri.