Objetivo: Introduzir as principais concepções de justiça da história da filosofia, iniciando na antiguidade com Platão e terminando na contemporaneidade com John Rawls.

 

 

 

Tópicos Problematização

 

  1. Introdução a problemática.

    1. Trazer recortes de jornais e pedir que os alunos formados em grupos, os analisem sobre o prisma justo/injusto e justifiquem suas respostas.

    2. Levantar, através das repostas dadas, a questão: O que é justiça? Ela é uma virtude natural ou uma criação humana? O que é ser justo?

    3. Deixar claro a importância para a filosofia política da discussão do conceito de justiça.

 

  1. Introduzir a história do conceito através da concepção platônica de justiça.

    1. Leitura do livro 1 da República.

    2. Discussão da posição de Trasímaco: a justiça como a vantagem do mais forte.

    3. Leitura e discussão do livro 2 da República: a teoria socrática da justiça como uma sociedade bem organizada, onde cada um respeita sua posição social.

    4. Utilizando o mito do anel de Ginges, peça para os alunos opinarem se é melhor sempre ser justo?

    5. Deixar claro que para Platão a justiça (ordem) da cidade requer a justiça (ordem) da psiquê.

  1. A concepção de Aristóteles.

    1. Leitura e discussão do capítulo V da Ética a Nicômaco.

    2. A virtude da justiça como meio entre extremos

    3. A justiça como respeito à lei e como equidade.

  1. A concepção de Hobbes.

    1. Leitura dos capítulos XIII-XV do Leviatã.

    2. Apresentação do Estado de Natureza (onde não havia a moralidade) e do Contrato Social.

    3. Deixar claro para os alunos que a teoria hobbesiana é uma defesa do Absolutismo.

  1. A concepção de Locke.

    1. Leitura do capítulo V do Segundo Tratado sobre o Governo Civil.

    2. Tratar da diferença entre o Estado de Natureza de Locke com a de Hobbes.

    3. O direito natural como fundamentação da propriedade de si mesmo e a instituição da propriedade privada derivando do trabalho.

    4. Deixar claro que Locke é o pai do liberalismo político.

  1. A concepção de Hume.

    1. Leitura do livro 3 parte 2 seção 1 do Tratado da Natureza Humana.

    2. Deixar claro que Hume chama de justiça: direito a propriedade e dever de cumprir promessas.

    3. A justiça como uma virtude artificial. Neste ponto, discutir as posições já apresentadas com esta.

    4. A recusa de Hume em aceitar o Contrato Social.

  1. A concepção de Kant.

    1. Leitura de Fundamentação da Metafísica dos Costumes

    2. O imperativo categórico.

  1. A concepção de Rawls.

    1. Leitura do capítulo 1 de Uma Teoria da Justiça.

    2. A justiça como equidade.

    3. Relatar a importância do livro para o debate contemporâneo da filosofia política.

    4. Diferenciar a justiça social da justiça como virtude individual.

 

 

 

Bibliografia:

 

MAFFETTONE, Sebastiano (org); VECA, Salvatore (org). A Idéia de Justiça de Platão a Rawls. Trad: Karina Jannini. Martins Fontes: São Paulo, 2005.