Objetivo principal: oferecer uma iniciação à reflexão filosófica a respeito de temas concernentes ao conhecimento, a fim de possibilitar e incentivar os alunos a questionarem o estatuto epistêmico dos conteúdos aprendidos no colégio à luz das considerações sobre o conceito de conhecimento presentes no diálogo Teeteto.

 

TÓPICOS

PROBLEMATIZAÇÕES

1.O significado de conhecimento:

 

1.1. A opinião dos alunos sobre o que é conhecimento;

 

1.2. Exposição das pretensas definições de conhecimento apresentadas pela personagem Teeteto;

 

1.3. O papel e a importância do conhecimento nas nossas vidas.

 

Objetivo: Despertar o interesse dos alunos para aprofundar a investigação sobre o conhecimento mediante a construção de uma aproximação preliminar desse conceito que seja suficiente para destacar sua importância capital nas mais variadas esferas da vida.

 

  1. Que coisas chamamos de conhecimentos?;

 

  1. De que acho que tenho conhecimento?;

 

  1. Que condições devem ser atendidas para que digamos que temos conhecimento de algo?;

 

  1. As observações feitas por Sócrates sobre o conhecimento se adéquam ao modo como tratamos esse conceito no mundo de hoje?

 

  1. Nosso modo de vida seria possível sem a noção de conhecimento?;

2.Contextualização histórica:

 

2.1. Uma breve caracterização do estágio de desenvolvimento das Ciências e da Matemática na época de Platão;

 

2.2. Comparação entre as Ciências e a Matemática da época de Platão e as de hoje, destacando semelhanças e diferenças relevantes.

 

Objetivo: Chamar a atenção dos alunos para o modo como o contexto histórico pode afetar a aplicabilidade de diversas concepções possíveis de conhecimento.

  1. Em que medida o desenvolvimento técnico-científico da sociedade atual se assemelha ao da sociedade grega antiga na época de Platão? E em que medida se diferencia?;

 

  1. Até que ponto conhecimento, para nós, pode ser a mesma coisa que era para um grego antigo?

  2. Até que ponto mudanças no conceito de conhecimento podem ter sido determinantes para mudanças nos rumos da Matemática e das Ciências?

 

  1. Até que ponto mudanças nos rumos da Matemática e das Ciências podem ter sido determinantes para mudanças históricas gerais(e vice-versa)?

3.O conhecimento e a escola

 

 

3.1. A ideia da escola como “fonte de verdade”;

3.2. A ideia da escola como “fonte de conhecimento”;

3.3. A relação entre conhecimento e verdade;

3.4. A relação entre conhecimento e crença;

3.5. A questão da justificação;

3.6. Alternativa sugerida pela forma aporética do Teeteto: a ideia da escola como provocadora da reflexão.

 

Objetivo: fazer o aluno questionar seu papel na escola como mero receptáculo de conhecimentos, oferecendo-lhe formas alternativas e possivelmente mais vantajosas de encarar e lidar com o processo educacional na escola.

  1. Tudo o que se aprende na escola é necessariamente verdadeiro?

  2. Devemos chamar de conhecimentos os conteúdos que aprendemos na escola?

  3. Se estamos convencidos de que algo é verdadeiro, isso significa que temos conhecimento de que esse algo é verdadeiro?

  4. Tudo o que conhecemos é verdadeiro?

  5. O que conta como justificativa para uma crença ou opinião, e em que medida isso depende de fatores subjetivos ou históricos?

  6. Como a escola pode nos ajudar, mais do que a simplesmente conhecer o mundo em que vivemos, a entendê-lo mais claramente e, assim, nele nos orientarmos melhor?

 

 

 

Bibliografia:

 

.PLATÃO. Teeteto, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, 2005. (Tradução de Adriana M. Nogueira e Marcelo Boeri, com Prefácio de José Trindade Santos.);

 

.HAVELOCK, E. Prefácio a Platão. Trad. Enid Abreu Dobránsky. Campinas, SP: Papirus, 1996;

 

.CASPER, G. e von HUMBOLDT, W. Um mundo sem universidades? Rio de Janeiro: EdUERJ, 1997;

 

.CHAUÍ, M. Convite à Filosofia. 13ª edição. São Paulo: Ática, 2008.