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SUMÁRIO

 

 

 

 

 

Concepções Éticas

 

  • Antiguidade:

    • Tragédia

    • Platão

    • Aristóteles

  • Idade Média

    • Santo Agostinho

    • Tomás de Aquino

    • Locke

  • Modernidade

    • Rousseau

    • Kant

  • Contemporaneidade

    • Nietzsche

    • Freud

 

 

 

 

 

INTRODUÇÃO

 

 

 

Sempre que se discute o ensino de filosofia no ensino médio, muitas considerações acerca de uma concepção mais adequada de sua forma de ensino vêm à tona: é possível ensiná-la, pode-se fazê-lo em qualquer escola, pública ou privada? O que ensinar? Como ensinar? E por aí vai... São considerações e ponderações complexas que comportam mais de uma resposta. Mais, elas exigem tomada de posição, sobretudo dos professores de filosofia. É preciso que a filosofia seja autocrítica, é preciso julgá-la, identificar seus limites.

 

A atual política educacional brasileira, através dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), indica que toda concepção de filosofia é válida, desde que desenvolva competências e habilidades nos alunos. Se por um lado, toda tentativa de desenvolver competências e habilidades filosóficas, é correr o risco de reduzir a filosofia à mera ferramenta de qualificação profissional, de outro, ensinar filosofia aos jovens não deve ser ferramenta ou instrumento, mas sim, uma maneira de abrir a estes jovens o mundo. É que o ensino de filosofia no ensino médio nacional não é um problema localizado ou pontual, ele pertence a uma problemática maior: a de fazer filosofia no Brasil. É que pelas escolas de graduação e pós-graduação brasileiras o filosofar depende do posicionamento que pode ser um meio sobre o pensamento de diversas correntes filosóficas, de tal maneira que não seria errado afirmar que no país se faz todos os tipos de filosofia. Isso fica latente no modus operandi dos cursos de filosofia Brasil afora de se posicionar favorável ou contra um filósofo ou corrente filosófica.

 

A educação não deixa de ser um fluxo de idéias que procuram estabelecer uma ordem, por mais transitória que seja; assim, busca-se na filosofia uma aplicação prática de seus conceitos associados às ciências, à sociedade, à política e à cultura, objetivando a construção de um quadro teórico transversal entre ciências, arte e filosofia para o ensino médio brasileiro. Desse modo, a filosofia enquanto processo de criação é fundamental para o exercício da cidadania.

 

 

 

 

 

Os objetivos deste guia são:

 

  1. Instrumentalizar os professores da disciplina para uma abordagem crítica dos problemas filosóficos no Ensino Médio.

  2. Organizar e publicar textos didáticos de filosofia que forneçam aos professores do Ensino Médio alternativas para um trabalho com a disciplina.

  3. Oferecer recursos didáticos aos alunos do Ensino Médio que motivem sua capacidade crítico-reflexiva a partir da problematização de suas próprias experiências.

 

 

 

Os problemas obedeceram ao seguinte plano ou roteiro:

 

  • Objetivo geral – fio condutor do tema de reflexão.

  • Tópicos de reflexão – referentes à compreensão do sentido e da origem das experiências vividas pelos jovens.

  • Desdobramento desses tópicos – visando uma articulação mais ampla com questões sociais, políticas e históricas.

  • Estabelecimento de objetivos de aprendizagem para cada item desdobrado.

  • Bibliografia básica.

 

 

 

ÉTICA

 

OBJETIVO GERAL: iniciar o aluno do Ensino Médio na reflexão sobre a ética. A filosofia se interessa por todas as manifestações morais e os principais campos filosóficos relativos a estas manifestações são as diferentes concepções éticas desenvolvidas por diferentes filósofos, em diferentes épocas, nos últimos 25 séculos.

 

TÓPICOS

PROBLEMATIZAÇÃO

  1. Significados iniciais do termo Ética.

 

Objetivo: apresentar num contexto histórico as principais concepções éticas, apresentar e discutir com os alunos as acepções contemporâneas em relação a estas concepções, situando-os nas principais manifestações culturais da atualidade.

  1. Ética na Antiguidade

  2. Ética na Idade Média

  3. Ética na Modernidade

  4. Ética na Contemporaneidade

  1. Fazer compreender aos alunos os pontos de vista éticos interno e externo

 

    1. Ponto de vista interno

    2. Ponto de vista externo

 

Objetivo: considerando as concepções éticas, instrumentalizar o aluno para reflexão crítica sobre questões sobre a dicotomia entre ponto de vista interno e ponto de vista externo.

  1. Diferenciação entre interno e externo.

  2. Princípio da vida.

  3. Essência ou natureza de um ser.

  4. Organização universal dos seres segundo uma ordem regida por leis universais.

  5. Reflexão sobre ações instintivas.

  1. Analisar as concepções éticas

 

    1. Tragédia

    2. Platão

    3. Aristóteles: virtudes

    4. Santo Agostinho: livre-arbítrio

    5. Tomás de Aquino: fé e razão

    6. Locke: empirismo

    7. Rousseau: jusnaturalismo

    8. Kant: formalismo

    9. Freud

    10. Nietzsche

 

Objetivo: tomar por base as concepções éticas acima, possibilitando ao aluno a compreensão crítica das condições fundamentais destas concepções, sua história e aplicações.

  1. A transmissão de valores pela tragédia.

  2. O mundo das ideias em Platão

  3. A ética das virtudes em Aristóteles.

  4. A ética cristã em Santo Agostinho.

  5. A ética cristã em Tomás de Aquino

  6. O empirismo de Locke

  7. A moral do coração de Rousseau.

  8. O formalismo moral de Kant.

  9. A crítica à moral como repressora dos instintos, que se volta contra o próprio homem, em Nietzsche e Freud.

 

 

 

 

 

 

 

MAPA CONCEITUAL DAS PRINCIPAIS CONCEPÇÕES ÉTICAS

 

 

 



 

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 

ARANHA, Maria L. A. MARTINS, Maria H. P. Filosofando. 3ª edição. São Paulo: Moderna, 2008.

 

BARTHES, Roland. Mitologias. São Paulo: Difel, 1972.

 

BRANDÃO, Junito. Dicionário mítico-etimológico. Rio de Janeiro: Vozes, 1991.

 

CASPER, Gerhard e von HUMBOLDT, Wilhelm. Um mundo sem universidades? Rio de Janeiro: EdUERJ, 1997.

 

CHAUÍ, Marilena. Convite à Filosofia. 13ª edição. São Paulo: Ática, 2008.

 

DELEUZE, Gilles, GUATTARI, Félix. O que é a Filosofia? 2ª edição. São Paulo: Editora 34, 2007.

 

ELIADE, Mircea. Mito e realidade. São Paulo: Perspectiva, 1963.

 

LEAL, José Carlos. O universo do mito. Rio de Janeiro: Ed. do Autor, 1996.

 

MACHADO, Roberto. Deleuze, a arte e a filosofia. Rio de Janeiro: Zahar, 2009.

 

MARCONDES FILHO, Ciro. Sociedade Tecnológica. São Paulo: Scipione, 1994.

 

PAIM, Antônio. Leituras relacionadas à cultura geral; as diversas proposições relativas às humanidades. 2ª edição. São Paulo: Expressão e Cultura, 2001.

 

READINGS, Bill. Universidade sem cultura? Rio de Janeiro: EdUERJ, 1996.

 

SCHADEN, Egon. A mitologia heróica de tribos indígenas do Brasil. São Paulo. Edusp,1989.

 

SCHWANITZ, Dietrich. Cultura Geral; tudo o que se deve saber. 2ª edição. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2007.