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  1. Introdução

 

 

 

A obrigatoriedade do ensino de filosofia no Brasil é algo muito recente, apesar das experiências históricas que tivemos ao longo do século passado. Por muito tempo a filosofia foi absolutamente desqualificada pelos órgãos reguladores do ensino, e como só história recente permanece muito viva na mente dos brasileiros, ainda hoje são produzidas gerações de estudantes que ridicularizam o conteúdo de filosofia.

 

Apesar do entraves históricos e políticos atuais a respeito deste tema, o que não se pode negar é que a filosofia é dotada de um corpo teórico vastíssimo, que permite ao professor flexibilidade na escolha dos conteúdos programáticos. Mas que por não termos a tradição do ensino ou uma preferência declarada por determinada linha acadêmica de metodologia de ensino, nos dispersamos nas inúmeras possibilidades de conteúdo e muitas vezes nos deparamos na questão trivial do como ensinar, assunto que já é superado em outras disciplinas do ensino escolar.

 

Independente das linhas do como ensinar filosofia, se a kantiana (ensinar a filosofar) ou a enciclopédica temos alguns outros desafios, que se desdobram pela característica própria da filosofia. Pois além de seu conteúdo concreto que precisa ser assimilado pelos alunos, é preciso requerer do estudante outras competências para que seu aprendizado se torne significativo, e este é um desafio inerente ao professor, ratificado no caso do professor de filosofia.

 

O estudante precisa acender a um plano discursivo-filosófico (apropriar-se do conteúdo e também do seu método):

 

Desenvolver capacidade de problematização (tornar temático o que está implícito e problematizar o que parece óbvio);

 

Realizar uma leitura significativa (dilatar sua capacidade reflexiva dos conteúdos).

 

Para o professor estimular o tais características nos alunos, é preciso que ele valorize sua vivência, pois a partir dela que este conseguirá promover de maneira metódica e sistemática a argumentação, a apropriação de conceitos, a crítica a valores e normas e todo mais que tange ao universo dos problemas filosóficos, assim o familiarizando com esta estrutura de pensamento.

 

Na escolha do conteúdo o professor pode abordar diversos temas e escolher entre eles formas de ministrá-los, como:

 

Temas ou domínios de investigação (áreas de interesse);

 

História da filosofia;

 

História da filosofia como linha central ou paralela;

 

 

 

  1. Concepção Abordada

 

 

 

Para fins de estudo, abordarei uma área de conhecimento da filosofia que é de extrema importância, não apenas para compreensão de seus problemas “particulares”, mais que se articula e transita por diversas áreas de conhecimento, a Lógica.

 

 

 

 

 

1. O nascimento da lógica

2. Elementos da lógica

3. A lógica após Aristóteles

4. A lógica Dialética

Caracterizações gerais

Principais características da lógica

A lógica estóica

 

Lógica dialética enquanto única maneira pela qual podemos alcançar a realidade e a verdade como movimento interno da contradição

 

 

Aparecimento da lógica: Heráclito e Parmênides

A proposição

Os medievais e os clássicos

O aparecimento da lógica: Platão e Aristóteles

Silogismo

A lógica matemática

Silogismo científico

Linguagem e metalinguagem

Lógica dos predicados e lógica das relações

 

 

 

 

 

 

 

  1. Problematizações

 

 

 

Sinteticamente o guia é uma ferramenta, que auxilia professores a transmitirem e direcionarem o conteúdo a ser aplicado em aula, mas para isso é preciso formatá-lo, construí-lo adequadamente em concordância com a perspectiva almejada.

 

Por mais existam diversas metodologias de ensino, onde o conhecimento não necessariamente parta do professor, é preciso considerar que vivemos em uma sociedade habituada a determinados modelos, é sob essa égide que nossos alunos, em sua maioria, foram acostumados desde a mais tenra infância.

 

Precisamos, enquanto professores de filosofia, não necessariamente olhar para estes esquemáticos, como o congelamento da educação, ou, um tipo de rigidez estrutural, mas enquanto “profissionais” do pensamento, usa-los como mais um elemento ou um bem instrumental para o ensino, que colabore com nossa atuação enquanto docentes.

 

Não podemos perder de vista que estes sistemas que por vezes questionamos, partiram da própria filosofia, se lermos o diálogo platônico sobre o Fedro, encontramos Sócrates explicando ao jovem a melhor maneira de escrever discursos, e que para serem bons os textos ou os discursos é necessário começar por uma introdução, em segundo lugar a exposição acompanhada de depoimentos e provas e por último a presunção, apesar do texto fazer referência a uma argumentação jurídica, todavia, quando olhamos para um livro, uma tese ou texto científico, encontramos neles essa estrutura de redação.

 

A partir destas observações que construiremos nosso guia, para que enquanto professores não nos perdamos do tema filosófico a ser considerado em sala de aula. E comecemos a fazer colocações que muitas vezes saem do discurso filosófico e aí justificamos a massa de preconceituosos que não tratam a filosofia como relevante, mas apenas como uma aula sem pé nem cabeça, ou seja, sem uma diretriz curricular.

 

 

 

 

 

  1. Sobre a abordagem do conteúdo

 

 

 

Orientar os caminhos a serem seguidos pelo professor em sua exposição em sala de aula, contudo esse guia poderia ser desenvolvido tendo como base qualquer conteúdo, mas foi escolhido o tema da Lógica por ela própria dialogar com a proposta conceitual do que seria um guia didático. Antes de apresentar o texto, vou introduzir uma breve definição pra localizar o leitor: A lógica é o ramo da filosofia que cuida das regras do bem pensar, ou do pensar correto, sendo, portanto, um instrumento do pensar. A aprendizagem da lógica não constitui um fim em si. Ela só tem sentido enquanto meio de garantir que nosso pensamento proceda corretamente a fim de chegar a conhecimentos verdadeiros. Podemos, então, dizer que a lógica trata dos argumentos, isto é, das conclusões a que chegamos através da apresentação de evidências que a sustentam.

 

Para a elaboração deste guia foi utilizados os conceitos presentes no livro Convite a Filosofia da autora Marilena Chauí, presentes na unidade 5, da 13ª edição publicado pela editora Ática.

 

 

 

TÓPICOS

PROBLEMATIZAÇÃO

  1. Visão geral sobre lógica

 

Objetivo: apresentar em quatro períodos o que se pensou como lógica, de modo que o aluno obtenha uma visão geral que o situe dentro do tema filosófico.

  1. O nascimento da lógica

  2. Elementos da lógica

  3. A lógica após Aristóteles

  4. Lógica Dialética

  1. Auxiliar os alunos na compreensão do que é o pensamento lógico.

 

Objetivo: situar os estudantes no emaranhado de problemas oriundos da abordagem lógico-filosófico e não filosófico. Para que este consiga fazer a articulação com a realidade.

  1. Diferenciação entre interno e externo.

  2. Princípio da vida.

  3. Essência ou natureza de um ser.

  4. Organização universal dos seres segundo uma ordem regida por leis universais.

  5. Reflexão sobre ações instintivas.

  1. Analisar as concepções Lógicas.

 

    1. Dualidade pré-socrática

    2. Platão

    3. Aristóteles

    4. Estóicos

    5. Medievais e os clássicos (Leibniz, Hobbes, Booble, Morgan, Russell e Whitehead)

    6. Lógica matemática

    7. Linguagem e metalinguagem

    8. Lógica das predicações e lógica das relações

    9. Lógica dialética (Hegel)

 

Objetivo: tomar por base as concepções éticas acima, possibilitando ao aluno a compreensão crítica das condições fundamentais destas concepções, sua história e aplicações.

 

  1. Parmenêdis e Heráclito, o ser e o não-ser.

  2. Dialética: a linguagem do pensamento.

  3. Nascimento da lógica, a Analítica: instrumento do pensamento, anterior a linguagem.

  4. Os incorporais ou o exprimível: a linguagem.

  5. Escolástica: o predicado das proposições e a articulação com a linguagem; linguagem simbólica e artificial; raciocínio como calculo e a geometria como modelo; lógica formal inspirada na linguagem matemática.

  6. A forma da preposição: os símbolos e objetos que constituem o objeto lógico.

  7. A distinção dos níveis da linguagem.

  8. A equação da relalção sujeito-predicado e a relação co o conjunto dos objetos.

  9. A maneira pela qual podemos alcançar a realidade e a verdade como movimento interno da contradição