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Abordagem: Perspectiva histórica de autor

 

Tema: Sócrates

 

Justificativa: Considerando a periodização clássica da filosofia antiga e a contribuição relevante ao desenvolvimento do pensamento e à própria história da filosofia, delineia-se o estudo do pensamento socrático sob diferentes aspectos.

 

Objetivo geral: Proporcionar o conhecimento de diferentes aspectos para abordagens e discussão do pensamento socrático.

 

 

 

 

TÓPICOS

 

PROBLEMATIZAÇÕES

 

Contextualização histórica da Atenas de Sócrates

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Um retrato (sobre algumas expeculações e outras curiosidades)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O confronto com os sofistas

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A humanização do pensamento filosófico

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fontes expressivas para o conhecimento de Sócrates

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Dialética - método e conhecimento

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Reflexões éticas

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O Bem

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Acusação, condenação e morte de Sócrates.

 

 

A dimensão social da polis.

O que era a polis? A construção social grega da polis ateniense, observando a constituição das cidades sob os diversos demos.

 

A dimensão política da polis.

O que era a polis? A construção política da polis grega, considerando a cidadania dos gregos na participação e instituição da democracia.

 

O período áureo da cultura grega.

Ambientação sobre o período da IlustraçãoGrega: a relevância do Século de Péricles para a aclamação da cultura grega.

 

A queda política de Atenas.

A repercussão da guerra do Poloponeso: a vantagem de Esparta.

 

A discussão do poder.

O regime dos Trinta Tiranos na polis ateniense: o conflito democrático com a ditadura.

 

 

Os progenitores.

A profissão técnica herdada do pai na primeira parte da vida e a indicação materna em dar à luz ‘à verdade’.

 

A difícil vida a dois.

Os constantes problemas com a esposa Xantipa, seus possíveis descendentes, e o segundo casamento.

 

Sócrates – caricatura ou estereótipo?

As curiosidades sobre a pessoa desprendida das riquezas materiais e avesso ao luxo e ostentação.

 

O envolvimento militar.

Os relatos de bravura com a qual Sócrates teria servido a sua cidade.

 

 

O posicionamento nas assembléias.

A necessidade de cidadãos participativos (conhecedores da oratória) nas discussões das assembléias.

 

O surgimento dos sofistas.

A necessidade de novos preceptores para os jovens gregos que atendessem a necessidade de cidadãos retóricos.

 

O embate de Sócrates e os sofistas.

A divergência de Sócrates e o movimento da sofística (a prostituição da sabedoria). A questão do materialismo.

 

Alguns sofistas e suas posições.

Górgias e a subjetividade. Protágoras e a relativização.

 

 

A busca da arque.

O período pré-socrático e a concentração do pensamento para a explicação da physis.

 

A insuficiência da tradição mítica.

O surgimento do gênero da tragédia na discussão da ação humana delineando a insuficiência da mitologia nas tentativas de liberdade do homem na polis.

 

A emergência da reflexão sobre o plano humano na polis.

A nova linha de pensamento: o antropomorfismo. A proposta socrática de discussão sobre as relações humanas.

 

 

O relato de Platão.

A influência de Sócrates nos diálogos platônicos da época de juventude, como Críton, Protágoras, Trasímaco, Cármides e Eutífron, onde são expressos conceitos importantes da cultura grega (justiça, educação, valor, amizade, etc.).

 

A admiração de Xenofonte.

À memória do pensamento socrático, Xenofonte relembra passagens interessantes nos Ditos e feitos memoráveis de Sócrates.

 

A crítica de Aristófanes.

A ironia da comédia aristofanesca que ridiculariza Sócrates como astrônomo visionário.

 

O relato histórico de Diógenes Laércio.

A contribuição historiográfica.

 

 

O procedimento socrático.

A intencionalidade do diálogo socrático: o ato de perguntar como procedimento metodológico.

 

A imposição da fala sobre a escrita.

A questão de interpelar os cidadãos e não fazer uso da escrita (já desenvolvida à época).

 

O método do conhecimento.

As fases da ironia e da maiêutica no processo socrático da dialética em despertar na alma os conhecimentos já contemplados.

 

O estado de aporia.

 

Conhecimento e rememoração.

A rememoração como possibilidade de conhecimento para o homem.

 

Substancialidade e imortalidade da alma.

A espiritualidade da alma e sua imortalidade: a constante contemplação da verdade.

 

A inspiração - o daimon.

A iluminação mental do espírito (demônio).

 

 

A ação virtuosa.

A ética socrática da ação virtuosa, somente pautada na aretè, a sabedoria.

 

A aprendizagem da virtude.

A questão do ensino-aprendizagem da virtude no Mênon (impossibilidade do ensino da virtude) e no Protágoras (a virtude é ensinável), de Platão.

 

 

O que é a verdade?

A relação entre verdade, bondade e beleza no pensamento socrático. A questão dos universais.

 

O exercício do Bem.

O conhecimento e a prática do Bem na polis grega, considerando o Bem socrático de justiça (Bem coletivo).

 

A felicidade

A contemplação da verdade e a correlação com a eudaimonia.

 

O autoconhecimento.

A busca do conhecimento de si mesmo: as nuances do Oráculo de Delfos.

 

 

A Defesa de Sócrates, de Platão.

A obra platônica em sua descrição de todo o processo de acusação e julgamento de Sócrates.

 

A Apologia de Sócrates, de Xenofonte.

Os escritos de Xenofonte sobre os últimos momentos de Sócrates antes de sua morte.

 

A morte injusta

O pensamento e atitudes socráticas de respeito às leis de sua cidade: a convergência entre pensamento e ação.

 

 

 

 

 

 

 

GLOSSÁRIO

 

 

Aretè: palavra de sentido nobre da cultura grega, aretè pode ser compreendida como exaltação da excelência humana, em existência e ação. É geralmente traduzida como virtude.

 

Aporia: palavra grega que significa um caminho sem alternativas ou com dificuldades. Geralmente é entendida como um momento de auto-contradição que impede a continuidade de algo pré-determinado.

 

Daimon: esta palavra grega significa gênio, compreendido como um ente de natureza espiritual, próximo ao ser humano. Observa-se que esta palavra não possui uma conotação de demônio no sentido infernal do cristianismo.

 

Eudaimonia: este termo é sinônimo de felicidade para os gregos. Nesta palavra existe a união de eu (bom) e daimon (gênio) que revelam uma conseqüência da felicidade humana como que animada ou influenciada por um gênio.

 

Ética: palavra derivada do grego ethos significa o comportamento correlato à esfera do caráter. Na filosofia clássica a ética circunscrevia estudos das ações humanas livres para o alcance da felicidade, assim como a investigação desta.

 

Maiêutica: palavra originária na filosofia socrática significa o momento de dar à luz às verdades, às idéias complexas. A maiêutica, uma alusão ao parto das idéias, foi termo cunhado por Sócrates inspirado pela profissão de sua mãe que era parteira.

 

Polis: a palavra grega significa o modelo de cidade dos períodos mais antigos da Grécia (período arcaico e período clássico). Provavelmente surgiu no século VIII a.C. e disseminou-se como “cidade-estado”.

 

Rememoração: indica a ação do método socrático de relembrar as idéias contempladas pela alma anteriormente.

 

Sofistas: vem da palavra grega sophòs, sábios, e compreende os ‘mestres’ dos filhos das classes mais abastadas das polis. Viajavam por cidades atraindo estudantes que pagavam taxas pelo ensino de seus discursos envolventes em gramática, matemática virtudes, mas principalmente pagavam pelo ensino da retórica – necessária ao bom orador das assembléias. Sócrates era ferrenho contestador dos sofistas.

 

Virtude: a palavra vem do latim virtus que significa uma qualidade moral em particular. Entende-se como uma disposição pessoal de aplicar-se na ação do bem.

 

 

 

 

BIBLIOGRAFIA

 

 

ARISTÓFANES. As nuvens. In SÓCRATES. Obras completas. Coleção “Os Pensadores”. São Paulo: Abril Cultural, 1979.

 

HAVELOCK, E. Prefácio a Platão. Trad. Enid Abreu Dobránsky. Campinas, SP: Papirus, 1996.

 

PLATÃO. Defesa de Sócrates. In SÓCRATES. Obras completas, Coleção “Os Pensadores”. São Paulo: Abril Cultural, 1979.

 

XENOFONTE. Ditos e feitos memoráveis de Sócrates. In SÓCRATES. Obras completas, Coleção “Os Pensadores”. São Paulo: Abril Cultural, 1979.

 

____________. Apologia de Sócrates. In SÓCRATES. Obras completas, Coleção “Os Pensadores”. São Paulo: Abril Cultural, 1979.