Ensino Fundamental:

 

 

 

1) Filosofia Para a Criança – Orientação Pedagógica Para a Educação Infantil e Ensino Fundamental. Moro, Neuza. Ed. Alínea. 278 páginas.

 

Proposta do livro: Uma educação para o filosofar.

 

 

 

Ensino Médio:

 

 

 

2) Filosofia e Sociologia – Série Novo Ensino Médio. Oliveira & Chauí. Ed. Ática Didático. 192 Páginas. 2007.

 

 

 

3) Filosofia – Série Novo Ensino Médio. Chauí, Marilena. Ed. Ática Didático. 232 Páginas. 2000.

 

 

 

4) Filosofia no Ensino Médio. Kohan, Walter O. & Gallo, Silvio. Ed. Vozes. SP.

 

 

 

5) Filosofia no Ensino Médio, A. Ed. UNB.

 

6) EJA – Filosofia e Sociologia – Ensino Médio. Oliveira, Pérsio S. de & Chauí, Marilena. Ed. Ática Didático. 2009.

 

 

 

7) Ensino de Filosofia no Ensino Médio. Ghedin, Evandro. Ed. Cortez. 255 Páginas. 2008.

 

 

 

8) Filosofia Para o Ensino Médio. Tobias, José Antônio. Ed. Ave Maria. 152 Páginas. 2008.

 

 

 

9) Filosofia e Ensino Médio – Uma Proposta (Livro do Aluno). Cortella, Mário Sérgio. Ed. Vozes (SP). 88 Páginas. 2009.

 

 

 

 

 

10) Filosofia Para o Ensino Médio. Teles, Maria Luiza Silveira. Ed. Vozes (SP). 160 Páginas. 2010.

 

 

 

11) Temas de Filosofia Para o Ensino Médio. Carneiro, Mari & Zanlorenzi, Rafael. Ed. Aymará. 239 Páginas. 2009.

 

 

 

12) Pensando Para Viver – Alguns Caminhos da Filosofia. – Ensino Médio. Heerdt, Maurin Luiz. Ed. Sophos. 2000. Proposta do Livro: Filósofos no dia a dia.

 

 

 

Professores:

 

 

 

13) Filosofia e Ensino Médio (Livro do Professor). Cortella, Mário Sérgio. Ed. Vozes (SP). 128 Páginas. 2009.

 

 

 

14) Filosofia em Sala de Aula Teoria e Prática Para o Ensino Médio. Rodrigo, Lídia Maria. Ed. Autores Associados Editora. 296 Páginas. 2009.

 

 

 

15) Filosofia no Ensino Médio – Temas, Problemas e Propostas. Goto, Roberto & Silveira, René José Trentin. Ed. Edições Loyola. 118 Páginas. 2007.

 

 

 

 

 

LDB/96:

 

 

 

16) Filosofia no Ensino Médio, A: Ambigüidade e Contradições na LDB. Alves, Dalton José. Ed. Autores Associados Editora. 170 Páginas. 2002.

 

 

 

b) Comentário de Três Livros:

 

 

 

1) Filosofia no Ensino Médio – Temas, Problemas e Propostas. Goto, Roberto & Silveira, René José Trentin. Ed. Loyola. 2007. SP. 118 Páginas.

 

 

 

Este livro tem como proposta oferecer instrumentos de trabalho para professores de filosofia no ensino médio e, também, para os estudantes de graduação que se preparam para o magistério.

 

Organizado por professores de filosofia, do ensino médio, que participaram de um curso de aperfeiçoamento, Filosofia & Vida, promovido pela UNICAMP.

 

Os professores: René José Trentin Silveira, Roberto Goto, Sílvio Gallo e a professora Lídia Maria Rodrigo, são os autores dos quatro artigos que compõem esta obra.

 

Com o seu artigo: A filosofia e seu ensino: conceito e transversalidade, Sílvio Gallo (UNICAMP), trabalha com a idéia de Conceito, contida na obra de Gilles Deleuze e Felix Guatarri, O que é a filosofia?

 

Para ele “... ensinar filosofia é um exercício de apelo à diversidade, ao perspectivismo; é um exercício de acesso a questões fundamentais para a existência humana; é um exercício de abertura ao risco, de busca da criatividade, de um pensamento sempre fresco; é um exercício da pergunta e da desconfiança da resposta fácil...” (página 18).

 

A justificativa, dele, para a inclusão da filosofia no ensino médio é: “... a busca de um equilíbrio entre as potências da arte, da ciência, da filosofia, de modo que os jovens possam ter acesso a essas várias possibilidades de exercício do pensamento criativo, aprendendo a pensar por funções (ciência), mas também por perceptos e afectos (arte) e por conceitos (filosofia)...” (página 21).

 

Segundo ele, as três principais características da filosofia são: tratar de um pensamento conceitual, apresentar um caráter dialógico e possibilitar uma postura de crítica radical. (página 22).

 

Trabalhar numa oficina de conceitos é: sensibilizar, problematizar, investigar e conceituar.

 

Sensibilizar – “Trata-se, nesta primeira etapa, de chamar a atenção para o tema de trabalho, criar uma empatia com ele, fazer com que o tema “afete” os estudantes...” (página 27).

 

Problematizar – “Trata-se de transformar o tema em problema, isto é, fazer com que ele suscite em cada um o desejo de buscar soluções...” (página 28).

 

Investigar – “Trata-se de buscar elementos que permitam a solução do problema...” (Página 29).

 

Conceituar – “Trata-se agora de recriar os conceitos encontrados, de modo que equacionem nosso problema, ou mesmo de criar novos conceitos...” (Página 30).

 

Destaco este trecho , por considerar uma parte importante da conclusão do artigo, “No contexto de um currículo disciplinar, a filosofia não pode aparecer apenas “transversalizada”; sem a demarcação daquilo que lhe é específico, não há transversalidade possível; sem a singularidade, perde-se a própria multiplicidade...” (Página 34).

 

Para redigir este artigo, Sílvio Gallo, consultou os seguintes autores: Alves, D. J.; Bertollini, M.; PCN; Candido, C., Carbonara, V.; Comte-Sponville, A.; Cossuta, F.; Deleuze, G.; Derrida, J.; Fávero, A., Rauber, J. J., Kohan, W. O.; Gallo, S.; Kohan, W. O., Cerletti, A. A.;Lima, M. A. C.; Marnot, I.; Neto, H. N.; Nietzsche, F.; Obiols, G.; Panciroli, E. L.; Piovesan, A.; Porta, M. A. G.; Quintella, M.; Ribas, M. A. C.; Rolla, A. B. M., Santos Neto, A., Queiroz, I. P.; Sabóia, B.; Savater, F.; Toulmin,S.; Vasquez, G. H. e Wilson, J.

 

Lídia Maria Rodrigo (UNICAMP), Uma alternativa para o ensino médio, “...confronta-se com o específico e espinhoso problema da leitura de textos filosóficos, no ambiente de uma escola pública massificada...” (Página 12).

 

Diz ela, “No âmbito específico da filosofia trata-se de enfrentar, por um lado, a realidade instituída pela ampliação quantitativa do ensino médio e, por outro lado, o desafio de trabalhar na perspectiva de uma efetiva democratização do acesso ao saber.

 

Diante do quadro posto pela massificação, Jacques Derrida, pensador francês que participou por muito tempo desse debate na França, propôs que se tomasse como ponto de partida o princípio ético do “direito à filosofia para todos”...”(Página 41).

 

Porém o grande desafio é colocar efetivamente em prática a aquisição dos conhecimentos de filosofia pela massa pensante dos alunos do ensino médio.

 

Em termos gerais, pode-se assinalar à didática da filosofia, uma dupla finalidade: “Ser instrumento facilitador da aprendizagem e promover a transição para a construção da capacidade de pensar por conta própria, de modo que o estudante consiga progressivamente dispensar mediações heterônimas, construindo ele próprio, suas mediações com o pensador e com o texto filosófico.” (Página 43).

 

Buscar estratégias didáticas específicas, para Lídia, é: “Problematizar um tema, conceituar uma noção e argumentar sobre uma tese”. (Página 44).

 

Para ela, “A leitura analítica do texto pode processar-se, inicialmente, através de duas etapas: Esclarecimento semântico e conceptual e Estruturação lógica do texto”. (Página 49).

 

Lídia valeu-se dos seguintes autores para a elaboração deste artigo: Ângulo, J. R.; PCN; Dias, R. G. S.; Kant, I.; Obiols, G.; Severino A. J. e Tozzi, M.

 

“Que barulho é isto – filosofia?” é o artigo do professor Roberto Goto (UNICAMP).

 

Goto, lança mão de alguns filósofos como: Heidegger; Pitágoras; Nietzsche e Pascal, para expor suas idéias sobre a filosofia no ensino médio.

 

Segundo ele, “A compreensão do que seja a filosofia, de sua finalidade, de sua serventia, e sua utilidade, bem como de seu ensino e de seu estudo como disciplina escolar, demanda uma boa dose de paciência, de perseverança, de reflexão, de humildade.” (Página 55).

 

Despertou-me a atenção em especial este trecho: “o filósofo, como o escritor, pode parecer um ocioso, mas a verdade é que ele trabalha; em outras palavras, o trabalho mental pode ser tão exaustivo quanto o braçal, ou mais.” (Página 59).

 

Prestar a atenção nisto, é prestar a atenção nos alunos do ensino médio, nem sempre eles poderão estar dispersos e desatentos, fama, que os adolescentes carregam, poderão estar tomando uma postura de reflexão mediante a um texto filosófico.

 

Goto consultou: Althusser, L.; Heidegger, M.; Nietzsche, F.; Pascal, B. e Platão.

 

E finalmente Renê José Trentin Silveira (UNICAMP), Teses sobre o ensino de filosofia no nível médio.

 

O professor Renê, discorreu seu artigo baseado em 12 teses:

 

1 - A filosofia não é uma atividade intelectual acessível apenas aos “filósofos profissionais e sistemáticos”, visto que, num certo sentido, “todos os homens são ‘filósofos’” (GRAMSCI, 1986, p.11). Nem por isso é algo fácil, banal e corriqueiro que possa ser praticado de qualquer maneira e espontaneamente.(p.79)

 

2 – Dado que a especialidade da educação escolar consiste na socialização do saber elaborado, a Filosofia, como qualquer outra disciplina, para ter lugar no currículo precisa se constituir como um saber dessa natureza.(p.82)

 

3 – A Filosofia se constitui num saber elaborado, erudito, e esse saber abrange simultânea e indissociavelmente, conteúdo e método. Por isso, ela deve figurar no currículo escolar como disciplina obrigatória e não como tema transversal.(p.85)

 

4 – A Filosofia pode e deve fazer parte do currículo escolar porque contribui para a realização da essência humana.(p.90)

 

5 – A Filosofia deve fazer parte do currículo escolar porque é necessária ao cumprimento dos fins da educação nacional.(p.93)

 

6 – O recurso à história da filosofia e a textos filosóficos (dos próprios filósofos) é fundamental para o trabalho pedagógico com Filosofia no ensino médio.(p.94)

 

7 – A seleção dos conteúdos a serem estudados em Filosofia é de responsabilidade do professor de Filosofia.(p.96)

 

8 – O trabalho pedagógico com Filosofia, como com qualquer outra disciplina escolar, não deve incorrer na doutrinação e no proselitismo, o que de modo algum significa que possa ser neutro, apolítico. Na verdade, o trabalho pedagógico possui sempre uma dimensão política.(p.100)

 

9 – Se em Filosofia há o que aprender e memorizar, então na prática de seu ensino há também o que avaliar.(p.105)

 

10 – O objetivo do ensino de Filosofia no ensino médio é e, ao mesmo tempo, não é formar filósofos.(p.108)

 

11 – A filosofia, como atitude de busca da verdade, possui um caráter necessariamente revolucionário. Daí a importância política do trabalho do professor de Filosofia.(p.111)

 

12 – A escola pública é o espaço privilegiado para a vitalização da filosofia e a realização de sua função social.(p.114)

 

A consulta para a elaboração de seu artigo foi feita com base nos seguintes autores: Abbagnano, N.; Arante, P.; PCN; Chauí, M.; Descartes, R.; Gadotti, M.; Gramsci, A.; H6uhne, L. M.; Löwy, M.; Marx K.; Nascimento, M. M.; Nielsen Neto, H.; Platão; Sanfelice, J. L.; Proposta curricular para o ensino de Filosofia (SP); Saviani, D.; Schaff, A.; Silva, F. L.; Silveira, R. J. T.; S., Kohan, W. O.; Snyders, G.; Vázquez, A. S.

 

 

 

2) A filosofia no ensino médio – ambigüidades e contradições na LDB. Alves, Dalton José. Ed. Autores Associados. 170 Páginas. 2002. SP.

 

 

 

O autor deste livro, Dalton José Alves, é graduado em filosofia, tendo primeiro concluído o bacharelado em filosofia pela PUC Campinas e depois a licenciatura pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

 

Nos três capítulos que compõem o seu livro, Dalton, faz um levantamento histórico da filosofia em nossa realidade brasileira e analisa a posição da filosofia no ensino médio segundo a Lei n. 9394/96 (LBD).

 

Capítulo 1 – Breve Histórico da Presença/Ausência da Filosofia na Educação Escolar Brasileira.

 

1 – Do período Colonial até a República: Presença Garantida

 

2 – Da primeira República ao Golpe Civil - Militar de 1964: Presença Indefinida

 

3 – Período Ditatorial, pós - 1964; Ausência Definida

 

4 – Período da “Redemocratização” Política pós – 1980: Presença controlada

 

 

 

Capítulo 2 – A Filosofia no Currículo da Educação Básica a Partir da Promulgação da Lei n. 9394/96 (LDB): Presença Inócua

 

1 – Trajetória da Construção & Desconstrução de um Projeto de LDB em Defesa da Escola Pública

 

2 – A Filosofia na Educação Básica

 

 

 

Capítulo 3 – Por Que Filosofia no Currículo do Novo Ensino Médio?

 

1 – Por uma Concepção de Educação

 

2 – A Filosofia no Ensino Médio: Disciplina Necessária

 

 

 

Esta obra traz elementos importantes para melhor compreensão da dificuldade da acomodação desta disciplina, Filosofia, nos currículos atuais do ensino médio, Dalton, nos faz refletir, por meio desta trajetória histórica, a necessidade do retorno do estudo dos textos filosóficos nos currículos escolares, dos ensino médio e fundamental.

 

Sua fonte de consulta foi: Althusser, L.; Alves, G. L.; Alves, N.& Garcia, R. L.; Apeoesp (1998); Arquidiocese de São Paulo (1985); Assmahh, H. & Hinkelammert, F.; Azzi, R. (1987); Benayon, A.; Bianchetti, R. G.; Brasil, CEB; Brasil, SEF; Brasil, SEMTEC; Brezinski, I.; Busquest, M. D.; Buzzi, A. R.; Canivez, P.; Carminati, C. J.; Cartolano, M. T. P.; Castro, M. L. O.; Chinali, L. A.; Coll, C.; Cunha, L. A.; Cury, C. R. J.; Demo, P.; Duarte, N.; Favaret, C. F.; Forrester, V.; Franco, M. L. P.; Freitag, B.; Frigotto, G.; Gaditti, M.; Gallo, S.; Gallo S. & Kohan, W. O.; Gentilli, P.; Gentilli, P. & Silva T. T.; Giannotto, J. A.; Gramsci, A.; Gretter, F. P.; Haddad, S.; Haidar, M. de L. M.; Hegel, G. W. F.; Hinkelammert, F.; Ianni, O.; Kant, I.; Kohan, W. O.; Kosik, K.; Leher, R.; Lipman, M.; Macedo, L.; Manacorda, M.; Martins M. F.; Matos J. C.; Meneses, J. G. de C.; Moraes, A. C.; Nagle, J.; Nascimento M. M.; Nielsen, Neto, H.; Nogueira, F. M. G.; Nunes, C.; Oliveira, R. T. C.; Pádua, E. M. M.; Paim, A.; Pinto, A. V.; Puig, J. M.; Richard, P.; Romanelli, O. de O.; Sacristán, J. G.; Saviani, D.; Schaff, A.; Severino, A. J.; Silva, F. L.; Silva, M. A.; Silva, T. T.; Silveira, R. J. T.; Snydes, Georges; Souza, S. M. R.; Sung, J. M.; Vieira, S. L.; Werebe, M. J. G.; Xavier, M. E. S. P.; Zibas, D. M. L.

 

 

 

3) Filosofia em Sala de Aula Teoria e Prática Para o Ensino Médio. Rodrigo, Lídia Maria. Ed. Autores Associados . 296 Páginas. 2009.

 

 

 

A professora Lídia Maria Rodrigo, licenciada em filosofia pela PUCCAMP, oferece em sua obra instrumentos para professores e alunos do ensino médio, seu objetivo é esclarecer a necessidade do ensino de filosofia no nível médio e de posse desta mesma obra, o professor do ensino médio poderá ministrar aulas baseando-se nos capítulos finais de seu livro, pois ela oferece uma metodologia de ensino e oferece textos de filósofos como: Locke; Descartes; Kant e outros para uma análise em sala de aula, propondo exercícios que estimulam o aluno a pensar, base principal dos ensinos em filosofia.

 

Esta obra, possui, o raro prazer de fazer parte do enriquecimento cultural do professor, bem como servir de apoio ao cotidiano escolar de professores e alunos.

 

 

 

Conclusão:

 

 

 

Considero esta pequena lista de livros um bom começo para uma reflexão maior para o novo lugar da filosofia no ensino médio.

 

 

 

Fonte de consulta:

 

 

 

Livraria Leonardo da Vinci.