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Levantamento Bibliográfico

 

 

 

 

 

ALVES, Dalton José. Filosofia no Ensino Médio: ambigüidades e contradições na LDB. Campinas, SP: Autores Associados, 2002.

 

ASPIS, Renata Lima; GALLO, Sílvio. Ensinar filosofia: um livro para professores. São Paulo: Atta Mídia e Educação, 2009.

 

CANDIDO, Celso; CARBONARA, Vanderlei (Org.). Filosofia e ensino: um diálogo transdisciplinar. Ijuí, RS: Editora Unijuí, 2004.

 

CARTOLANO, Maria T. Filosofia no ensino de segundo grau. São Paulo: Cortez, 1995.

 

CEPPAS, Filipe; OIVEIRA, Paula Ramos; SARDI, Sérgio A. (Org.) Ensino de Filosofia, formação e emancipação. Campinas, SP: Editora Alínea, 2009.

 

FÁVERO, Altair Alberto; RAUBER, Jaime José; KOHAN, Walter Omar. (Org.) Um olhar sobre o ensino de filosofia. Unijuí: Editora UNIJUÍ, 2002.

 

GALLO, Sílvio; CORNELLI, Gabriele; DANELON, Márcio (Org.). Filosofia do ensino de filosofia. Petrópolis, RJ: Vozes, 2003.

 

GALLO, Sílvio; KOHAN, Walter Omar (Org.). Filosofia no Ensino Médio. Petrópolis, RJ: Vozes, 2000.

 

GALLO; Sílvio; DANELON, Márcio; CORNELLI, Gabriele (Org.). Ensino de Filosofia: teoria e prática. Ijuí: Ed. UNIJUÍ, 2004.

 

GELAMO, Rodrigo Pelloso. O ensino da filosofia no limiar da contemporaneidade: o que faz o filósofo quando seu ofício é ser professor de filosofia? São Paulo: Cultura Acadêmica, 2009.

 

GHEDIN, Evandro. Ensino de Filosofia no Ensino Médio. São Paulo: Cortez, 2008.

 

GONÇALVES, Rita de Athayde et al. Filosofia e Ensino: a filosofia na escola. Ijuí, RS: Editora UNIJUÍ, 2005.

 

HORN, Geraldo Balduino. Ensinar filosofia: pressupostos teóricos e metodológicos. Ijuí: Editora UNIJUÍ, 2009.

 

KOHAN, Walter Omar et al. Filosofia na escola pública. Petrópolis, RJ: Vozes, 2000.

 

KOHAN, Walter Omar. Ensino de Filosofia: perspectivas. Belo Horizonte: Autêntica, 2002.

 

KOHAN, Walter Omar. Filosofia: caminhos para seu ensino. Rio de Janeiro: DP&A, 2004.

 

LORIERI, Marcos Antônio; RIOS, Terezinha Azerêdo. Filosofia na escola: o prazer da reflexão. São Paulo: Moderna, 2008.

 

MUCHAIL, Salma T. (Org.). A Filosofia e seu ensino. Petrópolis, RJ: 1995.

 

NETO, Henrique Nielsen (Org.) O ensino da filosofia no 2º grau. São Paulo: SEAF/Sofia, 1987.

 

SILVEIRA, Renê José Trentin; GOTO, Roberto Akira. (Org.) Filosofia no ensino médio: temas, problemas e propostas. São Paulo: Edições Loyola, 2007.

Vozes; São Paulo: EDUC, 1995.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Resenha dos Livros

 

 

 

 

 

MUCHAIL, Salma T. (Org.). A Filosofia e seu ensino. Petrópolis, RJ: 1995.

 

 

 

O livro se propõe a abordar de maneira séria um tema sempre importante para aqueles que se envolvem com a filosofia em um ambiente de aprendizado: o próprio ato de ensinar filosofia e tudo que está envolvido nesta relação professor/aluno. Não encontramos aqui um manual com respostas definitivas para questões que sempre acompanharam este intimidador trabalho de transmitir os conhecimentos desta disciplina, mas, sim, vemos uma tentativa de trazer este diálogo novamente à tona, o que, por si só, já transforma este texto em algo de grande relevância para o professor, e, também, para os alunos, sendo que estes são os mais afetados pelos possíveis descuidos de seus tutores.

Para que este objetivo seja cumprido, foram organizados, nesta obra, cinco textos, de diferentes professores. Cada um destes textos é desenvolvido de maneira singular, mas cada tema tratado se mostra como uma etapa a ser trabalhada para que as maiores questões se mostrem mais claras. É necessário se manter atento, pois é impossível um diálogo pleno sem a tentativa, talvez impossível, mas nunca despropositada, de observar todos os ângulos destes problemas conexos ao ensino da filosofia, em especial no solo brasileiro.

Podemos observar no primeiro texto, produzido Franklin Leopoldo e Silva, um estudo sobre a relação entre a filosofia e a sociedade. Aqui, nos é chamada a atenção para a historicidade na construção do papel social do filósofo. O segundo texto, de Paulo Eduardo Arantes, nos fala do problema da má formação nacional.  Em, com Salma Tannus Muchail, nos deparamos com questões relativas aos currículos mínimos adotados pelas faculdades nacionais. No quarto texto, de Celso F. Favaretto, falamos sobre a maneira singular da filosofia não se apresentar como um corpo de saber, não se propagando por aquisição, mas, sim, com uma mudança de postura. O último texto, de Ricardo Nascimento Fabbrini, discursa sobre a fluidez da palavra, e como a filosofia nos ajuda a desenvolver nosso senso crítico, possibilitando um deslocamento livre dos nossos pensamentos, sendo, então, melhor entendida como uma postura a ser adotada.

Não é difícil perceber a pertinência dos assuntos tratados para que se faça um trabalho satisfatório dentro de uma sala de aula. Quando estamos lidando com alunos, principalmente aqueles que pela primeira vez entram em contato com a filosofia, temos de estar cientes de uma miríade de questões que se misturam nesta relação. É clara a importância de se envolver, o quanto antes, na discussão destes problemas.

 

 

 

GELAMO, Rodrigo Pelloso. O ensino da filosofia no limiar da contemporaneidade: o que faz o filósofo quando seu ofício é ser professor de filosofia? São Paulo: Cultura Acadêmica, 2009.

 

 

 

Neste livro, o autor inicia relatando seu impulso inicial de começar a tratar dos problemas referentes ao ensino da filosofia, tema principal deste livro, retornando ao inicio desta disciplina, aos antigos que certamente experimentaram problemas que, mesmo que distantes pelo tempo, de certo seriam de grande importância para a questão. No entanto, essa vontade teve de ser prontamente domada, para que estes problemas que enfrentamos hoje, em qualquer sala de aula, sejam tratados de forma mais direta, ou, poderíamos até mesmo dizer, mais eficaz. Poderemos, dessa forma, adiantar, ou reviver, de maneira mais forte o que choque que é invariavelmente sentido quando ocorre a “mudança de lugar”, ao nos tornarmos professores. Ainda que a teoria nunca pareça ser suficiente para nos preparar para o magistério, observamos o próprio autor se dizendo despreparado para as sensações causadas por esta modificação no espaço, sua importância nunca é negada.

Certamente, já nos deparamos com os problemas descritos neste livro, com a dificuldade de se fazer entender pelos alunos, que se encontram perdidos em um mar de “certezas”, e por vezes não somos capazes de alcançá-los, pois já estamos por demais acostumados com os jargões da filosofia, ou caímos na perigosa armadilha de, na busca pela “tradução”, reduzir os conceitos a um ponto de deixá-los rasos, em uma explicação insuficiente. Vemos ser chamada também a atenção para a questão da interdisciplinaridade, pois ainda que nos seja obrigado passar ao aluno um conjunto de conhecimentos, incluindo de historia da filosofia e de certos temas importantes para esta, que pouco dialogam com o resto da formação específica do estudante. Algo, aqui, desta maneira, se perde. Ainda mais difícil é realizar esta árdua tarefa no curto espaço de tempo que dispõe o professor.

Vemos, em seguida, um estudo sobre as tendências do ensino de filosofia na atualidade brasileira, e como este campo é infelizmente recente. Quando era falado de filosofia da educação, havia um grande número de publicações referentes a formação do aluno, e de seu currículo, mas o verdadeiro ensinar filosófico era tratado como um problema de menor importância pelos teóricos nacionais. As origens deste problema são traçadas, havendo aqui uma crítica às universidades, que pouco apoiavam este tipo de estudo. Este quadro, no entanto, mudou nos últimos anos, e um dos motivos para esta mudança de postura passa é necessidade de um convencimento e de uma explicação para a sociedade da relevância da filosofia no ensino médio.

 

No segundo momento desta obra, o autor busca em Kant e Hegel, dois dos principais filósofos que entenderam a importância das questões do ensino, e influenciaram o pensamento filosófico contemporâneo. É-nos relembrada a importância destes autores para que se encontrem soluções para estas questões, ao revisitarmos suas posturas em relação ao ensino. Desta forma, se torna possível a realização do que talvez seja a maior realização para um profissional docente: a criação do seu próprio método de ensino, baseado em suas próprias visões do que seria ensinar filosofia.