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A filosofia, enquanto disciplina, ficou longe dos currículos escolares brasileiros durante décadas. Foi vagaroso o processo de reimplementação às escolas, que também levou anos, após aprovação da Lei n. 11.684/08, que modifica o Art. 36 da Lei 9.394/96, que inclui a filosofia como disciplina obrigatória nos currículos de ensino médio.

 Foi somente em 2012 que o Ministério da Educação (MEC) lançou um guia de livros didáticos que serve como orientação de material didático para os professores da rede pública de ensino. Essa seleção é feita após avaliação de um grupo de professores especializados. No Guia de Livros Didáticos PNDL 2015, o MEC novamente orienta os livros recomendados com distribuição prevista para 2015. Dos cinco selecionados, comentaremos três. 

Em Filosofando ­ Introdução à Filosofia (5a. ed. ­ Moderna, 2013), de Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins, as autoras fazem uma cobertura abrangente, separada em sete unidades temáticas: descobrindo a filosofia, antropologia filosófica, o conhecimento, ética, filosofia política, filosofia das ciências e estética. A relevância desse material reside no uso de textos retirados diretamente de autores da tradição filosófica, intercalados com uma bela diagramação, coloridas ilustrações e, sempre que possível,aproxima o conteúdo de temas atuais.

 

 Em Filosofia: experiência do pensamento (1a. ed. ­ Scipione, 2013), de Sílvio Gallo, a filosofia é compreendida como uma experiência de pensamento, que consiste em uma atividade de criação de conceitos. Para isso usa uma linguagem acessível ao aluno, com boas analogias, como a que trata a filosofia como uma "caixas de ferramentas" para pensar problemas. No livro esses problemas são organizados em suas unidades temáticas: a unidade 1 (Como pensamos?), a unidade 2 (O que somos?), a unidade 3 (Por que e como agimos?), a unidade 4 (Como nos relacionamos?), a unidade 5 (Problemas contemporâneos). A didática se vale muito de pensamentos de filósofos contemporâneos como Gilles Deleuze, Felix Guattari e Michel Foucault, o que torna esse material relevante.

 

 Em Iniciação à Filosofia (2a. ed. ­ Ática, 2013), de Marilena Chauí, o estilo adotado é mais pedagógico, procurando abordar a filosofia na história assim como a história da filosofia, procurando expor uma complementação. A obra é separada em duas partes. A primeira, "a Filosofia e seus conceitos", trata do tema separando­o nas unidades: a Filosofia, a razão, a verdade, a lógica, o conhecimento, a metafísica. A segunda parte, A Filosofia e a prática, separa os temas entre as unidades: a cultura, a experiência do sagrado, as artes, a ética, a ciência, a política. Para abordar diferentes temas, um texto base é sempre utilizado, seguido de outros complementares, de diálogo. Sua relevância reside em um maior aprofundamento na abordagem dos temas.

 

 

Os livros analisados foram só três dentre as dezenas disponíveis atualmente no mercado editorial brasileiro. Convém citar alguns deles na bibliografia final abaixo:

 

 

ARANHA, Maria Lúcia de Arruda e MARTINS, Maria Helena Pires. ​Filosofando: Introdução à Filosofia.​5a. ed. São Paulo: Moderna, 2013. 

INCONTRI, Dora e BIGHETO, Alessandro Cesar. ​Filosofia: Construindo o Pensar​.3 Ed. São Paulo: Escala Educacional, 2010. 

GALLO, Sílvio. ​Filosofia: experiência do pensamento​1a. ed. Scipione, 2013. CHAUI, Marilena. ​Convite à Filosofia.​14a. ed. São Paulo: Ática, 2010. CHAUI, Marilena.​Iniciação à Filosofia.​2a. ed. São Paulo: Ática, 2013. 

COTRIM, Gilberto e FERNANDES, Mirna. ​Fundamentos de Filosofia​.1 ed. São Paulo: Saraiva, 2010. 

 

JAPIASSÚ, Hilton e MARCONDES, Danilo. ​Dicionário Básico de Filosofia​.Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor.