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PLANO DE AULA:

TEMA: A liberdade reflexiva.

JUSTIFICATIVA: Um dos temas mais basilares e fundamentais que constituem os componentes curriculares de um curso de Filosofia e, talvez, por essa razão seja um dos primeiros pontos a serem apresentados pelo professor quando o aluno se encontra em um estágio inicial do contato com a filosofia, é o tema que se refere a liberdade de reflexão (pensamento). Posto isso, pretende-se expor motivos que demonstrem o quanto o espanto diante de todas as coisas é algo importante e imprescindível para o exercício reflexivo, destacando, também, a importância de não se interiorizar, automaticamente, explicações absolutizantes a respeito de fatos ou coisas, que não nos forneçam possibilidades de questionamento.

Exibir-se-á, como exemplo para essa reflexão a cerca da liberdade de pensamento, como ocorreu na história à passagem do pensamento mítico (mýthos) para o pensamento filosófico (lógos), evidenciando como um pensamento, baseado em crenças, em dogmas religiosos e em verdades indubitáveis foi substituído por um pensamento racional, criterioso e investigativo em relação a natureza (phýsis). De modo, a chamar a atenção para o fato de que o conhecimento filosófico e suas explicações forneceriam uma maior autonomia (liberdade) reflexiva para os que compartilharam das experiências tragas por essa superação do pensamento mítico pelo filosófico. O homem, não estava mais sujeito a explicações religiosas as quais atribuíam ao arbítrio das divindades todas as causas para os efeitos que observavam. Na figura dos pré-socráticos, encontramos pensadores, que procuravam atribuir a outros elementos e princípios que dessem conta de explicar e. figurassem como causas, os fenômenos naturais.

A aula pretende discutir essas questões postas, de forma a promover o desenvolvimento de um pensamento que seja autônomo, criativo, espontâneo, durante a inserção do aluno dentro dos domínios da filosofia, frequentemente, está atrelada com a contextualização das circunstâncias históricas em que esse determinado tipo de pensar emergiu na Grécia Clássica, ou seja, é importante esclarecer ao docente de que forma se originou o conhecimento filosófico e como se deu a passagem de um pensamento, predominantemente, mítico para o filosófico. Com o intuito de transportar, anacronicamente, os alunos para situações análogas as que ele está vivenciando no descobrimento da filosofia. 

IMAGEM A SER UTILIZADA: A imagem seguinte, nos mostra um labirinto dentro de uma cabeça humana, e inserido no centro desse labirinto vemos, em um tamanho menor, outro homem (que pode ser resignificado como a consciência do homem cuja cabeça se encontra aberta).

Pode-se discutir o tema da liberdade reflexiva, a partir dessa imagem, propondo que os caminhos do labirinto que não nos levariam a saída e, que servem de obstáculos para dificultar à chegada do homem ao lado de fora, seriam todos aqueles caminhos do conhecimento que, de forma semelhante, nos privam da liberdade, através de máximas de natureza dogmática, aos quais não somos permitidos erguer nenhuma suspeita e dúvida. Além disso, podemos atentar para o fato de que só há um caminho que levaria até a saída, um caminho que nos garantiria a liberdade, e esse seria referente ao conhecimento que nos liberta, nos proporciona a reflexão por meio da dúvida, do questionamento, da problematização, da investigação e etc..

O homem que está inserido no labirinto, na imagem, ocupa ainda a posição central do mesmo, como se estivesse na eminência de uma escolha. É como se daria essa escolha pelo caminho? Provavelmente, pelo método da tentativa, ou seja, tentaria por qualquer caminho à principio até que este o levasse ao insucesso. Nada à priori nas alternativas que demonstre que o algum caminho é o errado. Da mesma forma, podemos dizer do conhecimento. Só sabemos que algum modelo é insuficiente quando algum questionamento não é satisfatoriamente respondido, isto é, quando não fornece explicações razoáveis para um determinado fenômeno.

O conhecimento mítico forneceu respostas demasiadamente vagas e arbitrárias para algumas questões que eram levantas na época, respostas essas que não satisfaziam e não convenciam mais a algumas pessoas. A filosofia surgiu, então, como um novo modo de formular respostas, que ultrapassassem as lacunas que eram deixadas pelas explicações míticas.

 

 

 

Título: Lost in thoughts (Perdido em Pensamentos)

Autor: Sebastian Eriksson

Expressão: Surrealista

Ano: 2011

SENSIBILIZAÇÃO:

1º- Painel expositivo contendo a imagem, e partindo da visualização da mesma, os alunos escreverão ao redor da imagem, a primeira palavra que a imagem lhe inspira-se à mente.

2º- Leitura e Discussão das palavras que se encontram escritas ao redor da imagem.

3º- Exposição do tema (A liberdade reflexiva) pelo professor, através de problematizações (ver a etapa da problematização) e contextualização histórica do pensamento mítico, de como se deu a passagem do pensamento mítico para o filosófico e de como se deu a incorporação de determinados elementos míticos no discurso platônico (ver a etapa da investigação).

PROBLEMATIZAÇÃO:

·        O que é conhecimento?

·        É válido chamar a Mitologia e suas explicações fantásticas de conhecimento?

·        Porque o conhecimento mítico, apesar de ter sua influência preponderando sobre os Gregos por muitos anos, foi substituído por um conhecimento Filosófico?

·        Quais são as vantagens de se adotar um conhecimento filosófico ao invés de um conhecimento mítico? Quais eram as insuficiências apresentadas por esse último que foram superadas pelo conhecimento Filosófico?

·        O conhecimento mítico pode dar origem a um tipo de Verdade (conhecimento) distinto da Verdade (conhecimento) do conhecimento Filosófico?

·        Em que sentido esses dois tipos de conhecimento podem, de alguma forma, serem aproximados? A filosofia pode utilizar-se de alguns recursos encontrados no discurso mítico no processo de construção do conhecimento?

INVESTIGAÇÃO:

1ª- Apresentação geral de como se constitui a mitologia grega, quais eram suas histórias e personagens (Deuses e Heróis) mais importantes, e que tipos de conhecimentos o mito era capaz de promover.

2ª- Discussão de como se deu a passagem do pensamento mítico para o filosófico, com a aparição da Filosofia através da figura dos pré-socráticos.

3ª- Exposição da questão da utilização de mitos por Platão, e da questão de como esse filosofo se utiliza desse artificio dentro da sua obra, fazendo com que o aluno atente para o fato de qual é a utilidade de um discurso mítico para a composição de um discurso racional (filosófico).

CONCEITUAÇÃO:

 

1ª- Posteriormente a etapa da investigação, onde os conteúdos foram apresentados aos docentes, é importante fazer uma reflexão final onde todos os alunos participem e exponham, de forma simples, o que seria possuir uma liberdade reflexiva e critica na atualidade, e quais são as instituições contemporâneas que promovem o conhecimento dogmático, o apresentando pronto, de forma a influenciar absolutamente o pensamento do sujeito de conhecimento, os impedindo de refletir e de propor novas formulações a respeito dos acontecimentos, fatos e coisas que nos cercam.