СНПЧ А7 Омск, обзоры принтеров и МФУ

PLANO DE AULA

 

 

JUSTIFICATIVA:

 

   Mediante a apresentação da releitura da imagem sobre o mito de Laocoonte intenta-se tocar os estudantes quanto ao problema da justiça como elemento central de análise sobre o papel da mídia enquanto formadora de opinião, visando desconstruir a crença em sua neutralidade, destacando como referência acontecimentos recentes como a divulgação deturpada das manifestações e atos ocorridos durante a Copa, inclusive, citando a questão dos presos políticos, que assim como Laocoonte, na busca por uma sociedade mais justa, acabaram sendo injustiçados por mecanismos repressores e autoritários, que se colocam como instâncias superiores (deuses) mediante o fato de terem tido seus desejos e ambições ameaçadas. Neste contexto, será abordada a questão da mídia como aparelho de divulgação e de manutenção dos interesses dos que perpetuam e ampliam as desigualdades  sociais existentes por meio de estruturas pseudo- democráticas e as consequências de tais atitudes para o exercícios de cidadania.

   Desta forma, pretende-se ampliar a visão dos estudantes e mobilizá-los quanto à problemática de situações correlatas em cujos conteúdos esteja implicada a busca da justiça em meio a interesses particulares no que tange a apropriações ilícitas em geral no horizonte de vivências de cada estudante na totalidade de sua convivência social.

   Assim, procura-se tornar possível aos estudantes “sentir na pele”, vivenciar o problema da justiça como um problema filosófico pertinente também a eles, e a partir daí propiciar um questionamento sobre o tema.

 

 Releitura da imagem Laocoonte e seus filhos, obra prima da Grécia Antiga, de autoria de Agesandro, Atenodoro e Polidoro, três escultores da ilha de Rodes, conforme relatou Plínio, assim a obra ficou datada na segunda metade do século I a.C., entre 42 e 20 a.C

 

Laocoonte

“O mito de Laocoonte possui várias versões, entre elas, a que ele não era ignorante ou insensato, mas foi condenado a uma morte horrível. Era um sacerdote de Apollo e de Poseidon, que pressentiu o perigo no cavalo presenteado pelos gregos, avisou os troianos e chegou a atirar uma lança em chamas contra ele advertindo: “Timeo Danaos et dona ferentes” (Desconfio dos Dánaos – gregos – mesmo quando trazem presentes). Mas não foi ouvido por seus compatriotas. E, como todos sabem, o cavalo de madeira estava recheado de soldados gregos que conseguiram dessa forma transpor as muralhas de Troia (…)  A deusa Athena estava do lado dos gregos, mas não tapeou Laocoonte. Resultado: Athena teria lhe condenado à morte! É Virgílio que nos conta a história de Laocoonte, em sua Eneida (…) Enfim, os deuses resolvem acabar com Laocoonte e também seus dois filhos, Antiphantes e Thymbraeus, para que não restasse descendência sua sobre a terra. Duas serpentes marinhas monstruosas, Caribea e Porce, foram enviadas por Poseidon (que também estava do lado dos gregos na batalha mencionada), que atacaram covardemente, de surpresa, a Laocoonte e a seus filhos, aos pés do seu altar, à beira mar, quando o sacerdote lhe rendia culto (…) Mas, o que interessa aqui é que o Sacerdote, que recebera dos deuses o dom de profetizar e que os representava (ao menos a Apollo e a Poseidon), desconfiou com toda razão do presente grego, foi enredado em uma intriga dos deuses de tal forma que nem a mitologia sabe se foi morto, com seus filhos, por determinação de Athena, Apollo ou Poseidon (…) Laocoonte é símbolo do homem injustiçado por uma força maior que, tiranamente, o condena e mata.” (Disponível em http://culturoscopio.blogspot.com.br/2012/02/midia-liberdade-x-responsabilidade.html > Acesso em julho, 2014.

 

Nesta versão do mito percebe-se que, ao tentar ser justo com seu povo alertando-o do perigo, Laocoonte é injustiçado pelos deuses por contrariar os seus desejos.

 

SENSIBILIZAÇÃO:

 

1º APRESENTAÇÃO DO RECURSO:Slide contendo a  imagem da releitura e Laocoonte, concomitantemente, serão apresentados dados de uma reportagem que aborda o assunto.

 

2º RECONHECIMENTO/APROXIMAÇÃO DO TEMA AO UNIVERSO DO ALUNO: objetivando a criação de um espaço favorável para que o aluno comente o tema a partir do que ele assistiu leu ou ouviu falar.

 

 

PROBLEMATIZAÇÃO:

 

·         A mídia visa apenas expor os dados de forma clara e concisa visando apenas relatar os fatos ocorridos?

·         Existe neutralidade nos meios de comunicação de massa?

·         O que é justiça?

·         Aquele que se favorece da injustiça a partir de meios legais, “legítimos” comete uma “justiça burocrática”, o que isso significa e qual o papel da legislação do Estado neste processo?

·         O Estado é mediador/ moderador  dos diversos setores sociais?

 

INVESTIGAÇÃO:

 

1º Apresentação da ideia de injustiça como sendo algo vantajoso, presente no Livro I da República de Platão. “Afirmo que a justiça não é outra coisa senão a conveniência do mais forte”. (338c) Abordando também as passagens 339a e 344a-c.

 

2º Breve apresentação da Teoria das Ideias de Platão e sua relação com a ideia de bem.

 

3º A partir da Alegoria da Caverna (Livro VII da República) expor a concepção de justiça platônica que se realiza na condução à felicidade mediante a busca do homem por uma vida feliz, estando atrelada à ideia de bem e de imortalidade da alma, complementando com o fato de Platão terminar o diálogo em aporia.

 

CONCEITUAÇÃO:

 

1º A partir dos conteúdos fornecidos durante a etapa da investigação estimular os alunos a equacionar o problema (Mídia x Justiça), deslocando-o para o contexto atual com vistas a apresentarem possíveis soluções.

 

 

2º Explicitar que o que está em questão é proporcionar o vivenciar da experiência da possibilidade de reflexão sobre o tema e, trazendo para a perspectiva da filosofia platônica, apresentar a peculiaridade do conceito de justiça que termina em aporia e as consequências geradas por esta abordagem textual para o pensamento filosófico.

 

3º Espera-se, desta forma, fornecer as bases para a elaboração de uma criticidade mais acurada, restaurar com o exercício da filosofia uma espécie de “poder de começo”, de modo a resguardar para a filosofia sua especificidade e o espaço de possibilidade de seu acontecimento renovado.