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PLANO DE AULA DE FILOSOFIA

“A Responsabilidade de cada instante”

 

ÁREA: Filosofia Contemporânea

TEMA: Ética

TÍTULO: A responsabilidade de cada instante

AUTORIA: Jonathan Douglas Pereira

ANO:

OBJETIVO GERAL:  compreensão da orientação ética de Nietzsche.

OBJETIVO ESPECÍFICO: compreender a proposta nietzschiana a qual aponta, para além de uma normatividade subjetiva, para um sempre responsabilizar-se a cada vez. Configurar assim uma ética não-normativa a priori.

INTERDISCIPLINARIDADE: Interpretação textual; Historia (compreensão de um tempo histórico não linear); modalidades textuais (o aforismo).

TRANSVERSALIDADE: Discutir as relações sociais em sala de aula, na escola no bairro e na cidade, considerando a importância de nossas ações e seu peso no cotidiano. Pensar as tendências culturais buscando reconhecer nelas a relação entre passado, presente e futuro.

DURAÇÃO: 1:30 min.

 

Introdução ao tema (10 min):

Após ouvir a música “Eterno Retorno”, cantada pelo cantor Voltare (da banda Medulla), apresentar o tema da aula.

 

  1. Apresentar os quadrinhos “Taikodom: Eterno Retorno” que sugere a dinâmica do conceito filosófico. Discutir com os alunos se acaso já leram algum exemplar. Se alguém conhecer, pedir que resuma a história. Caso não, resumir sucintamente as ideias fundamentais da história. Anotar no quadro as impressões iniciais dos alunos e suas primeiras definições sobre o assunto
  2. Leitura do texto: em disposição circular das carteiras, propor uma leitura do fragmento 341 de A Gaia Ciência de Nietzsche. Ouvir os primeiros comentários e anotar no quadro as impressões dos alunos sobre o texto.

 

Exposição (20 min):

Oferecer aos alunos uma interpretação possível do texto dando visibilidade ao teor ético não-normativo a partir da noção de eterno retorno do mesmo; dar visibilidade ao modelo textual usado por Nietzsche (aforismo).

 

Problematização inicial (30 min):

a)    Você viveria a sua vida exatamente como viveu outras vezes?

b)    Se sim, porquê? Se não, porquê?

c)    Como viveríamos, pois, a fim de que a repetição de nossa vida pudesse ser desejada?

d)    Que tipo de vida vale à pena ser vivida infinitas vezes?

e)    Será que damos atenção necessária aos nossos desejos, comportamentos, ações e relações?

f)     Que tipo de reflexão podemos retirar desse texto no que diz respeito aos nossos dias?

 

Atividade em Sala (30 min):

A partir das reflexões e da provocação do poema abaixo, sugerir a construção de um pequeno aforismo. O exercício poderá ser feito em grupo ou individualmente (sob a decisão dos alunos):

 

Poema do Eterno Retorno

 

Se não houvesse mais nada

(mesmo mais nada)

senão átomos,

se a mesma causa desse sempre o mesmo efeito

e para cada efeito houvesse sempre a mesma causa,

então o meu salgueiro

havia um dia de ressuscitar.

 

Se não houvesse mais nada

(mesmo mais nada)

senão átomos,

eu próprio,

na efemeridade eternamente repetida

deste momento de agora

tornaria a rever o meu salgueiro.

 

Se não houvesse mais nada

(mesmo mais nada)

senão átomos,

os milhões de milhões de milhões de átomos

que compõem os milhões de milhões de milhões de galáxias

dispostos de milhões de milhões de milhões de maneiras diferentes,

teriam forçosamente de repetir,

daqui a milhões de milhões de milhões de séculos,

exactissimamente a mesma posição que agora têm.

 

E então,

nesse dia infinitamente longínquo mas finitamente próximo,

eu, Fulano de Tal,

filho legítimo de Fulano de Tal e de Dona Fulana de Tal,

nascido e baptizado na freguesia de Tal,

a tantos de Tal,

neto paterno de Fulanos de Tal,

e materno de Tal e Tal,

etc, e tal,

 

Se não houvesse mais nada

(mesmo mais nada)

senão átomos,

encontrar-me-ía no mesmo ponto do mesmo Universo

a olhar parvamente para o meu salgueiro.

 

Isto, é claro,

se não houvesse mais nada

(mesmo mais nada)

senão átomos.

 

Novos Poemas Póstumos, António Gedeão

 

 

 

BIBLIOGRAFIA

CASTRO, Roctavio de. Taikodom: Eterno Retorno. São Paulo: Devir, 2009.

GEDEÃO, António.  Novos Poemas Póstumos. Ed. 1ª. Lisboa: João Sá da Costa, 1990.

MEDULLA. “Eterno Retorno”. Disponível em https://www.youtube.com/watch?v=2YpekXCpGNw. Acesso em 12/11/2016.

NIETZSCHE, Friedrich W. A Gaia Ciência. São Paulo: Companhia das Letras, 2012.