Jean Piaget

“O conhecimento não pode ser uma cópia, visto que é sempre uma relação entre objeto e sujeito”

“Se o indivíduo é passivo intelectualmente, não conseguirá ser livre moralmente”


Jean Piaget nasceu em Neuchâtel, Suíça, em 1896. Desde cedo interessado em filosofia, religião e ciência, formaram-se em biologia na Universidade de Neuchâtel e trabalhou com o estudo do raciocínio da criança sob a ótica da psicologia experimental.

 

 

 

Jean Piaget foi muito influente na educação no século 20, se aprofundou na pedagogia, mas não deixou um método, ele não atuou como pedagogo e sim como biólogo fazendo observações científicas sobre como a criança obtém o conhecimento, através do estudo das concepções infantis de tempos, espaço, casualidade,movimento e velocidade, através da epistemologia genética, uma teoria centrada no desenvolvimento natural da criança, através de suas investigações o pensamento infantil passa por quatro fases chegando a sua plenitude na adolescência em uma estrutura de raciocínio que é fundamental na escola mas é difícil de ser ensinado. Isto tudo teve um grande impacto sobre a pedagogia, pois demonstrar que transmitir o conhecimento é limitado, a criança não pode aprender quando ela ainda não esta preparada para absorver. Ele traz a corrente construtiva, onde o conhecimento acontece com as descoberta da criança, é construído por intuição vai somando ao conhecimento vai dizer o que ela pode se tornar.

 

 

 

Assimilação e acomodação ficam claro que a criança não raciocina como adulto e assim vai inserindo regras, valores e símbolos gradativamente dentro da sua maturidade psicológica.

 

Piaget diz em seu trabalho que educar não se da só através de transmissão de conteúdo mas também com a observarão, representação, hábitos que vão ampliando as referencias, não existindo só a da sala de aula, se da por estrutura internas e externa, do ponto de vista da criança.

 

 

 

 

 

 

 

Karl Marx:

“A união entre trabalho, instrução intelectual, exercício físico e treino politécnico elevará a classe operária”


Karl Marx nasceu em 1818 em Trier, sul da Alemanha. Estudou direito em Bonn e depois em Berlim, mas se interessou mais por filosofia e história. Marx aderiu à militância comunista, atraindo a atenção de Friedrich Engels, depois amigo e parceiro.

 

 

 

 

 

Um dos objetivos da revolução prevista por Marx é recuperar em todos os homens, o pleno desenvolvimento intelectual, físico e técnico. É nesse sentido que a educação ganha ênfase no pensamento marxista. Este processo aceleraria a revolução proletária e assim alcançar as metas da sociedade comunista. Combater a alienação e a desumanização é a função social da educação para Max, não a educação profissionalizante da época, criada pelas fabricas, que era dirigida para o capital e uma dominação da burguesia, para isso era necessário à compreensão do mundo físico e social, Max valoriza a gratuidade da educação, Marx entendia que a educação deveria ser ao mesmo tempo intelectual, física e técnica.

 

 

 

Em O Capital, Marx realiza uma investigação profunda sobre o modo de produção capitalista e as condições de superá-lo, rumo a uma sociedade sem classes e na qual a propriedade privada seja extinta. Para Marx, as estruturas sociais e a própria organização do Estado estão diretamente ligadas ao funcionamento do capitalismo. Por isso, para o pensador, a idéia de revolução deve implicar mudanças radicais e globais, que rompam com todos os instrumentos de dominação da burguesia.


Émile Durkheim:

"A educação tem por objetivo suscitar e desenvolver na criança estados físicos e morais que são requeridos pela sociedade política no seu conjunto"

"A sociedade e cada meio social particular determinam o ideal que a educação realiza"

 

 

 

 

 

Émile Durkheim nasceu em 1858, em Épinal, no noroeste da França, lecionou pedagogia e ciências sociais na Faculdade de Letras de Bordeaux, de 1887 a 1902. Seus alunos eram, sobretudo, professores do ensino primário. Durkheim abordou a educação como um fato social. "Estou convicto de que não há método mais apropriado para pôr em evidência à verdadeira natureza da educação", declarou, não parara de dedicar-se aos problemas do ensino. Dentro da educação moral, psicologia da criança ou história das doutrinas pedagógicas, não há campos que ele não tenha explorado. Em cada aluno há dois seres inseparáveis, porém distintos. Um deles seria o que chamou de individual.. O desenvolvimento dessa metade do homem foi a principal função da educação até o século 19. Principalmente por meio da psicologia, entendida então como a ciência do indivíduo, os professores tentavam construir nos estudantes os valores e a moral. O segundo ser foi o que deu projeção a Durkheim ampliou o foco conhecido até então, considerando e estimulando também o que concebeu como o outro lado dos alunos. Dessa forma, Durkheim acreditava que a sociedade seria mais beneficiada pelo processo educativo. Para ele, "a educação é uma socialização da jovem geração pela geração adulta". E quanto mais eficiente for o processo, melhor será o desenvolvimento da comunidade em que a escola esteja inserida.

Nessa concepção funcionalista, as consciências individuais são formadas pela sociedade. Ela é oposta ao idealismo, de acordo com o qual a sociedade é moldada pela consciência humana. "A construção do ser social, feita em boa parte pela educação, é a assimilação pelo indivíduo de uma série de normas e princípios; sejam morais, religiosos, éticos ou de comportamento; que baliza a conduta do indivíduo num grupo. O homem, mais do que formador da sociedade, é um produto dela", escreveu Durkheim. Essa teoria, além de caracterizar a educação como um bem social, a relacionou pela primeira vez às normas sociais e à cultura local, diminuindo o valor que as capacidades individuais têm na constituição de um desenvolvimento coletivo. "Todo o passado da humanidade contribuiu para fazer o conjunto de máximas que dirigem os diferentes modelos de educação, cada uma com as características que lhe são próprias. As sociedades cristãs da Idade Média, por exemplo, não teriam sobrevivido se tivessem dado ao pensamento racional o lugar que lhe é dado atualmente", exemplificou o pensador.