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O homem é um ser racional, pelo menos é assim que ele se define. Mas, como sempre, não procura saber o que é a razão de que tanto se orgulha e com a qual se define.

 

A razão consiste numa exigência sui generis de explicação. É aquela exigência de fundo consciente ou inconsciente que procura reduzir as coisas dispersas a uma ordem, a uma forma qualquer de ordenação inteligível. A razão quebra a cadeia dos fatos singulares e individuais para estabelecer uma relação entre eles, uma unidade que dinamiza e cria um todo onde antes só havia partes. Por isso, o fato isolado, irredutível a outras ligações, se torna absurdo. A inteligência, por sua vez apresenta-se como uma capacidade da mente para resolver problemas colocados ao homem. Em busca da solução, associa elementos vários numa conclusão critica nova.

 

A função da razão é explicativa. Sua finalidade é a busca da verdade. A razão não é uma exigência qualquer de explicação que, uma vez obtida torna-se satisfeita e estática. Sua meta é a verdade, isto é, a pureza da coisa ou do fato como é realmente.

 

Daí está sua insatisfação que nunca a deixa definitivamente contente com os resultados, porque a verdade não é fácil de obter.

 

O que melhor caracteriza a razão é precisamente esta instabilidade crítica que a impele a nova análise de toda a posição.

 

É por isso que o homem, ser racional, nunca deixa de pensar. Procura sempre conhecer, deseja ouvir e observar experimenta para poder melhor descobrir as estruturas das coisas. A razão apresenta-se como uma tendência para a unidade, porque somente numa visão mais ampla as partes se tornam compreensíveis.

 

A razão como força explicativa, que procura reduzir o acontecer caótico e os fenômenos dispersos a uma unidade cada vez mais perfeita, sofreu uma evolução. Primeiramente, para ter uma ordem qualquer dentro de um mundo misterioso a aterrador, o homem criou uma explicação mítica do mesmo. Foi o estado mítico da razão. Esta, porém, continuou a progredir chegando à fase impelida pela critica e pelo fato de estar sempre disposta a criar, de nunca repousar, procurou princípios gerais como fonte explicativa dos fatos. Utilizando-se das idéias gerais, como por exemplo: geração espontânea, atração, tendência ao repouso. Com princípios desta natureza, era possível explicar os fatos, sem recorrer às forças divinas ocultas (mitos). O terceiro e ultimo estado da racionalidade é o cientifico. Nenhuma explicação é cientifica se não for devidamente provada. A razão científica ou filosofia tem uma abertura ilimitada para as coisas e para a verdade.

 

A razão parece não ter adversário algum, enquanto almeja tornar claro tudo o que existe, enquanto deseja trazer tudo à sua linguagem e incluí-lo em sua unidade, mas isto não acontece.

 

Existe também uma anti-razão, um espírito de arbitrariedade, de cegueira, que procurar, por interesses mesquinhos, por vantagens de destruir, ocultar a pura explicação, a verdade das coisas, à unidade clarificante do todo.

 

Os grandes meios de publicidade do mundo atual a serviço de certos interessespodem matar, nas consciências ímpetos da verdadeira razão, liquidando ânsias de libertação, ocultando verdades claras, sofismando argumentos, criando mitos, tudo isto para ofuscar no seu nascedouro aquelas verdades que iriam ofender a seus interesses. A paixão e os interesses podem impedir o exame reflexivo e desinteressado, necessário à percepção e a criação da verdade explicativa que a razão deseja.

 

Quando a verdade pura e simples contraria grandes interesses é condenada às vezes a morrer. Os meios de divulgação entram em campo para criar um estereótipo, uma idéia emocional que a bloqueie. O individuo passa a repelir tudo o que não favorece o próprio modo de pensar.

 

A razão não tem medo das mudanças, a verdade que possuímos é sempre relativa, isto é pode mudar sempre para o mais verdadeiro.

 

 

 

Vocabulário.

 

  • sui generis – “de seu próprio gênero” usa-se como adjetivo para indicar que algo é único, peculiar: uma atividade sui generis, uma proposta sui generis, um comportamento sui generis.

  • Razão: em sentido geral, á a faculdade de conhecimento intelectual, entendimento (em meio a sensibilidade). Faculdade do pensamento discursivo, feito por argumentos e de abstrações; faculdade de raciocinar; faculdade de alcançar o conhecimento universal, de ascender às idéias.

  • Inteligível: o ato ou resultado de apreender a verdadeira natureza das coisas, enxergar intuitivamente.

 

Bibliografia

 

- Teles, A Xavier. Introdução ao estudo da filosofia, São Paulo, Atica.

 

-Aranha, M. L. Arruda \ Martins, M. H. Pires – Filosofando: Introdução a filosofia, São Paulo: Moderna, 1986.