Vemos que há uma estreita relação da filosofia com o cinema. Há no cinema a abordagem de inúmeras questões que são pertinentes a filosofia. Sendo o cinema um grande instrumento de transmissão de conhecimentos filosóficos, o que pode ser utilizado principalmente no ensino de nível médio, pois isso faz com que os conhecimentos sejam transmitidos de forma mais atraente aos alunos. Um exemplo de como podemos relacionar cinema com questões filosoficas é o filme o Show de Truman em que vemos um homem que tem toda sua vida transmitida, como um show, na televisão por 24 horas, para todo o mundo desde o dia em que nasceu, sem se dar conta que é um personagem de um show da vida real. Podemos obsevar que essa importante produção cinematógrafica nos traz a questão do conhecimento, isto é, até ponto é possível conhecer a realidade, as coisas, o mundo como eles realmente são. Há ao longo do filme a presença dessa questão espistemológica, a questão do conhecimento que é uma das principais questões com que a filosofia se ocupa, desde seus primordios. E com isso vemos que é possível estabelecer uma relação desse filme com a alegoria da caverna da República de Platão.

O filme Show de Truman conta a história de um homem chamado Truman Burbank que há 30 anos tem toda sua vida desde seu nascimento sendo transmitida ao vivo na televisão, inenterruptamente, sem que ele se de conta que é o personagem principal de show da vida real. Ele é um corretor de seguros, casado, e tem um amigo que sempre chega em sua casa com cervejas. Todos os dias da vida de Truman são dá mesma forma ele vai ao jornaleiro, cumprimenta alguns vizinhos. Sendo todas as pessoas que ele acredita fazerem parte de sua vida atores. Todo esse show acontece na ilha Seahaven, na qual toda a cidade (casas, ruas, veiculos, entre outros) foi criada dentro de uma gigantesca cúpula. Entretanto, ele não o percebe, pois nunca se propôs a viajar, e assim ultrapassar os limites dessa cúpula. Toda essa mega produção conta com milhares de camêras escondidas que filmam todos os momentos da vida de Truman, e milhares de pessoas trabalham nessa produção para que tudo pareça o mais verdadeiro, real possível. O filme é uma consagrada produção Americana, seu diretor é Peter Weir, seu roteiro é de Andew Niccol, do ano de 1998, com duracão de 103 minutos, cujo o título original é o The Truman Show.

Podemos relacionar as questões apresentadas no filme com questão do conhecimento da realidade, das coisas, do mundo, pois vemos que Truman acredita cegamente que a cidade em que vive, as pessoas com quem convive são aquilo que ele acredita que elas sejam, mas na verdade tudo não passa de um show, em que ele é o principal personagem. Ele atua sem ter consciência disso, o que nos leva a pensar como é possível estar tão alheio a tudo, sem que se perceba a gigantesca produção desse mundo a sua volta? Como é possível que alguém viva uma vida praticamente igual todos os dias, sem que fassa algo para mudar, inovar, como uma viagem a um lugar novo? Como não desconfiar das pessoas que estão a sua volta, dos sentimentos que dizem ter sobre ele, já que tudo é uma mera atuação artística, pois como são seres humanos deve haver algum momento de falha, um pequeno deslize? Vemos semelhança disso na alegoria da caverna da República de Platão, na qual há alguns homens que vivem no interior de uma caverna desde a infância, acorrentandos pelas pernas e pelo pescoço, só vendo o que esta a diante de si, tendo apenas a entrata aberta para a luz de uma fogueira. E tudo que veêm são sombras das coisas reais que estão fora da caverna. E se um desses homens se libertar-se das correntes, e sai-se da caverna ficaria com os olhos ofuscados pelo sol, e ao voltar a caverna e contar aos outros que vira coisas reais e que estas que veêm são sonbras não lhe dariam crédito, e se ele tentasse solta-lós e os levasse para fora da caverna este poderia até ser morto por esses homens que o veriam como louco.

Com isso, vemos que poucos são os que conseguem distinguir o conhecimento real do, das aparências. E o mesmo ocorre com Truman que vive uma vida falsa, de aparências, sem questionar o mundo em que vive. E vemos que mesmo sem estar preso a esse falso mundo, podendo a qualquer momento ir embora, ele aceita a realidade de mundo que se apresenta a ele, sem questioná-la, não demonstrando nenhuma pretensão de conhecer algo novo, parecendo estar satisfeito com a vida de aparências que vive. E outra questão a atentarmos é o fato de que assim como Trumam, muitas pessoas também vivem acorrentadas ao mundo das aparências, sendo um grande exemplo disso o poder que os meios de comunicação, como a televisão, exercem sobre as grandes massas, que impõem suas opiniões, principalmente aos menos instruídos, tornando-os prisioneiros das aparências.

Contudo, vemos que o filme o Show de Truman nos leva a importantes questões filosóficas como a questão do conhecimento da realidade do mundo e das coisas. Havendo uma relação entre a vida repetitiva de aparências que Truman levava em sua gigantesca cúpula, sem perceber que é o principal personagem de um programa de televisão sendo filmado 24 horas, e a vida de sombras que viviam aqueles homens que viviam no interior de uma caverna acorrentados desde sua infância vendo apenas as sombras das coisas reais, as aparências. Sendo poucos os que conseguem distinguir o mundo das aparências do mundo real, o sensível, do inteligível.

Adaptação do texto para o ensino médio

Podemos estabelecer uma relação entre a filosofia e o cinema. Pois o cinema apresenta inúmeras questões filosoficas. Como podemos observar no filme o Show de Truman em que vemos um homem que tem toda sua vida transmitida como um show, na televisão por 24 horas, para todo o mundo desde do dia em que nasceu, sem se dar conta que é um personagem de um show da vida real. Essa importante produção cinematográfica nos traz a questão do conhecimento, isto é, até ponto é possível conhecer a realidade, as coisas, o mundo como realmente são. Há ao longo do filme a presença dessa questão epistemológica, a questão do conhecimento que é uma das principais questões com que a filosofia se ocupa desde seus primórdios. E com isso vemos que é possível estabelecer uma relação desse filme com a alegoria da caverna da República de Platão.

 

O filme Show de Truman conta a história de um homem chamado Truman Burbank que há 30 anos tem toda sua vida desde seu nascimento sendo transmitida ao vivo na televisão, ininterruptamente, sem que ele se dê conta que é o personagem principal de show da vida real. Ele é um corretor de seguros, casado, e tem um amigo que sempre chega em sua casa com cervejas. Todos os dias da vida de Truman são dá mesma forma ele vai ao jornaleiro, cumprimenta alguns vizinhos. Sendo todas as pessoas que ele acredita fazerem parte de sua vida atores. Todo esse show acontece na ilha Seahaven, na qual toda a cidade (casas, ruas, veículos, entre outros) foi criada dentro de uma gigantesca cúpula. Entretanto, ele não o percebe, pois nunca se propôs a viajar, e assim ultrapassar os limites dessa cúpula. Toda essa megaprodução conta com milhares de câmeras escondidas que filmam todos os momentos da vida de Truman, e milhares de pessoas trabalham nessa produção para que tudo pareça o mais verdadeiro, real possível. O filme é uma consagrada produção Americana, seu diretor é Peter Weir, seu roteiro é de Andew Niccol, do ano de 1998, com duração de 102 minutos, cujo o titulo original é o The Truman Show.

É possível relacionar a temática desse filme com a questão do conhecimento da realidade das coisas, do mundo, pois vemos que Truman acredita cegamente que a cidade em que vive, as pessoas com quem convive são aquilo que ele acredita que elas sejam, mas na verdade tudo não passa de um show, em que ele é o principal personagem. Vemos semelhança disso na alegoria da caverna da República de Platão, na qual há alguns homens que vivem no interior de uma caverna desde a infância, acorrentados pelas pernas e pelo pescoço, só vendo o que está a diante de si, tendo apenas a entrada aberta para a luz de uma fogueira. E tudo que veem são sombras das coisas reais que estão fora da caverna. E se um desses homens se libertar-se das correntes, e sai-se da caverna ficaria com os olhos ofuscados pelo sol, e ao voltar a caverna e contar aos outros que vira coisas reais e que estas que veem são sombras não lhe dariam crédito, e se ele tentasse solta-los e os levasse para fora da caverna este poderia até ser morto por esses homens que o veriam como louco.

Assim, vemos que poucos são os que conseguem distinguir o conhecimento real do conhecimento das aparências. E o mesmo ocorre com Truman que vive uma vida de aparências, sem questionar o mundo em que vive. E vemos que mesmo sem estar preso a esse falso mundo, podendo a qualquer momento ir embora, ele aceita a realidade de mundo que se apresenta a ele, sem questioná-la, não demonstrando nenhuma pretensão de conhecer algo novo. E é importante ressaltar o fato de que assim como Trumam, muitas pessoas também vivem acorrentadas ao mundo das aparências, sendo um grande exemplo disso o poder que os meios de comunicação, como a televisão, exercem sobre as grandes massas, que impõem suas opiniões, principalmente aos menos instruídos, tornando-os prisioneiros das aparências.

Portanto, vemos que o filme o Show de Truman nos leva a importantes questões filosóficas como a questão do conhecimento da realidade do mundo e das coisas. No qual pode-se observar uma relação entre a vida repetitiva de aparências que Truman levava em sua gigantesca cúpula, sem perceber que é o principal personagem de um programa de televisão sendo filmado dia e noite, e a vida de sombras que viviam aqueles homens que viviam no interior de uma caverna acorrentados desde sua infância vendo apenas as sombras das coisas reais, as aparências. Sendo poucos os que conseguem distinguir o mundo das aparências do mundo real. 

BIBLIOGRAFIA

PLATÃO. A república. Tradução: Pietro Nassetti; São Paulo: Martin Claret, 2008. 

 

THE TRUMAN SHOW. In: WIKIPÉDIA, a enciclopédia livre. Florida: Wikimedia Foundation, 2010. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=tle_truman_show&oldid=20761730>. Acesso em: 30 junho 2010.