1. Questão em que o filme se relaciona:

C) cinema e temática filosófica

2. Roteiro de Trabalho:

A) Introdução:

Ao assistir esse filme, a primeira coisa que me veio a mente foi a temática da percepção, as diferentes formas de se conhecer o mundo, seja através da visão ótica ou da visão sentimental.

O filme trata o tempo todo das diversas possibilidades de visão, demonstrando que o homem, enquanto Ser Humano, não vê nem de menos, nem de mais, e para tal ele utiliza o exemplo de Romeu e Julieta. Demonstrando que Romeu só se apaixona por Julieta devido a visão que possui, caso contrário ela não seria tão agradável aos seus olhos, os outros animais não enxergam como os homens e por isso não percebem as mesmas coisas que eles.

O filme levanta um questionamento acerca da realidade – a realidade real, ela existe? Ou é esta a forma como as pessoas percebem o mundo? Nó vemos o mundo mediante nossa experiência, ou seja, a percepção que temos do mundo. E é a partir dessa questão que se justifica a elaboração desse trabalho com este filme como ponto de partida para esse desenrolo filosófico.

Ao abordar tal filme, pode-se tratar sobre qualquer aspecto acerca do conhecimento em seus aspectos gerais, das diversas formas de conhecer o mundo, seja através da filosofia, do senso comum, do mito, ciência ou arte. Para delimitar o objeto de estudo nesse trabalho proponho que seja colocada principalmente o confronto racionalismo/empirismo, visto que essas duas correntes opostas se questionam sobre o conhecimento e suas possibilidades e são fundamentais para toda a história da Filosofia e sua teoria do conhecimento.

B) Sinopse do Filme:

Dezenove pessoas com diferentes graus de deficiência visual, da miopia discreta à cegueira total, falam como se vêem, como vêem os outros e como percebem o mundo. O escritor e prêmio Nobel José Saramago, o músico Hermeto Paschoal, o cineasta Wim Wenders, o fotógrafo cego franco-esloveno Evgen Bavcar, o neurologista Oliver Sacks, a atriz Marieta Severo, o vereador cego Arnaldo Godoy, entre outros, fazem revelações pessoais e inesperadas sobre vários aspectos relativos à visão: o funcionamento fisiológico do olho, o uso de óculos e suas implicações sobre a personalidade, o significado de ver ou não ver em um mundo saturado de imagens e também a importância das emoções como elemento transformador da realidade ­ se é que ela é a mesma para todos.

C) Fundamentação teórica:

Para fazer a fundamentação teórica, decidi não utilizar apenas um autor, pois, como já foi justificado na introdução a temática abordada por si só não é uma só e sim um dialogo, ou melhor, um “confronto” entre o Racionalismo e o Empirismo, e para tal os autores abordados são Descartes, em defesa do Racionalismo e Hume, defendendo a doutrina empirista. Essa análise é necessária, pois é em função de tais problematizações – a da percepção - que tais correntes filosóficas se colocam.

D) Texto filosófico próprio à fundamentação teórica e texto filosófico de autoria própria.

Trechos filosóficos:

Anexo 1: Meditações Metafísicas. Descartes

Anexo 2: Tratado da natureza humana. Hume

Anexo 3: Texto de autoria própria: Saber comum e ceticismo.

E) Conclusão:

Conclui-se então com a importância da questão da percepção e das diversas formas de percepção de mundo, seja a de enxergar com os demais sentidos e não com a visão, seja a d visão de mundo “fora de foco”, onde se leva ao questionamento de quem é que realmente está fora de foco.

Nesse sentido a escolha das temáticas filosóficas se deu devido ao fato de elas tentarem a todo instante, e de formas totalmente opostas responder tal questionamento ainda não formulado de tal maneira. Visando um equilíbrio entre o verbo e a imagem perpassando pelo sentido da existência é que o filme é encerrado, porem no ponto de vista filosófico essa questão está longe de ser encerrada.

F) Bibliografia utilizada:

Jardim,João. Carvalho, Walter. Janela da Alma. (documentário) 2002, Europa Filmes.

Descartes, René. Meditações Metafísicas. Traduções de J. Guinsburg e Bento Prado Júnior. 4ª edição, São Paulo: Nova Cultural, 1987 - 1988, Série: Os Pensadores

Hume, David. Tratado da natureza humana. Tradução: Débora Danowski. São Paulo: Editora UNESP

3. Adaptação para o Ensino Médio:

A) Pequena sinopse do filme escolhido:

Pessoas com diferentes graus de deficiência visual, da miopia discreta à cegueira total, falam como se vêem, como vêem os outros e como percebem o mundo. Fazem revelações pessoais e inesperadas sobre vários aspectos relativos à visão: o funcionamento fisiológico do olho, o uso de óculos e suas implicações sobre a personalidade, o significado de ver ou não ver em um mundo saturado de imagens e também a importância das emoções como elemento transformador da realidade ­ se é que ela é a mesma para todos.

B) relação filosofia e cinema:

A relação filosofia/cinema no filme é colocada ao serem abordados conceitos discutidos de diferentes formas pelos filósofos antigos e pelos diretores do documentário – a questão da visão pelo ponto de vista da percepção.