СНПЧ А7 Омск, обзоры принтеров и МФУ

 

Metamorfose, 19,5x700 cm, M. C. Escher

 

 

 

Essa gravura representa muito bem o devir heraclítico. Como o próprio nome da gravura já diz, trata-se de uma metamorfose, do inicio ao fim o que há é a metamorfose. Da palavra metamorfose, vertical e horizontalmente escritas na superfície, origina-se um mosaico preto e branco, que vai tomando forma de animais até se transformarem em hexágonos que lembram o formato dos favos de uma colméia, logo surgem dos favos larvas de abelhas que saem dos favos e logo suas formas se modificam até que surgem peixes em branco e aves em preto, essas aves se transformam em três tipos diferentes de aves, uma branca, outra preta e a terceira na cor laranja, essas três cores formam figuras cúbicas até que surge uma cidade e uma torre que agora faz parte de um jogo de xadrez, logo depois saem às peças e permanece o mosaico preto e branco até que se forma novamente a palavra metamorfose.

 

O principal mecanismo que essa figura trabalha são as relações entre as figuras, sempre que há uma mudança, há também uma relação que liga a figura antiga a nova imagem que surge. Tanto no inicio, quanto no fim, o que há e permanece é a metamorfose, é o fluir. Tudo está em fluxo, às coisas mudam a cada instante, não se pode afirmar nada da coisa. O único fato que não pode ser mudado é que tudo está em um permanente fluxo, por isso o inicio e o fim desse movimento é a palavra metamorfose, na verdade não há fim do movimento, o que há é a impossibilidade de se narrar todas as mudanças, pois tais mudanças ocorrem dentro de um fluxo interminável, diante dessa impossibilidade deixa-se de narrar cada passo do movimento para afirmar o que há de primordial nesse fluxo, que a mudança, a metamorfose.