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Sombra Tardiana

 

 

 

 

Foto: Natália Tury 

 

 

 

 

Imagem e Filosofia: Sobre a percepção dos objetos segundo Hobbes

 

A foto que escolhi me remeteu a teoria do conhecimento desenvolvida por Hobbes, em sua obra “Os Elementos da Lei Natural e Política.” 

Segundo Hobbes, o conhecimento verdadeiro não gera dúvida nem controvérsia. Ao iniciar sua teoria, Hobbes esclarece o que entende por natureza humana, a qual é “a soma de seus poderes e faculdades, tais como as faculdades de nutrição, de movimento, de geração, de sensação, de razão etc.” (HOBBES, 2010, pág. 4) Esses poderes naturais estão contidos na definição de homem como animal e racional. As faculdades humanas são divididas em dois tipos: faculdades da mente e faculdades do corpo. Quanto aos poderes do corpo, eles são divididos em: poder motor, poder nutritivo e poder gerador. Os poderes da mente também se dividem em dois: cognitivo e motor. 

O que Hobbes entende por poder cognitivo é a recordação e o reconhecimento de nossas mentes, de um modo contínuo, de certas imagens ou concepções de coisas exteriores a nós (sujeito). As imagens e representações das qualidades das coisas exteriores são o que Hobbes chama de cognição. 

Originalmente, as concepções são provenientes das ações do próprio objeto estudado. As concepções são formadas a partir de vários órgãos sensoriais, como por exemplo a visão, que se encarrega de reconhecer cor e figura. Embora essa opinião de que as sensações funcionam como uma “porta” para a percepção dos objetos, Hobbes elabora outra teoria da percepção. Segundo ele, não há nada fora do sujeito que possa ser chamado de cor ou imagem. A suposta imagem do objeto é na verdade uma aparição do movimento, agitação ou alteração que o objeto provoca no cérebro do sujeito. 

“Todo homem possui experiência o bastante a ponto de ter visto o Sol e outros objetos visíveis refletindo-se na água ou em espelhos; e só isso já basta para a seguinte conclusão: a cor e imagem podem estar lá onde a coisa vista não está.” (HOBBES, 2010, p. 6) 

O que Hobbes pretende é mostrar que as percepções são formadas pelo que o cérebro humano apreende das sensações. Por exemplo, quando a visão está desajustada, pode ser que o sujeito veja duas velas ao invés de uma. Mas isso não significa que duas velas estejam sobre a mesa. Esta é a percepção que o sujeito tem por conta do desajuste da visão. 

 No caso da foto, o que vemos é a sombra. Mas existe ainda outro objeto que forma esta sombra, o que torna a sombra, portanto, não o objeto, mas a qualidade do objeto. Seria possível dizer qual é o objeto que forma a sombra? Pode-se especular a partir da forma da sombra, mas, de acordo com Hobbes, a sombra é apenas a qualidade do objeto, que provoca a alteração no cérebro do sujeito que a percebe. A cor e a forma, portanto, não estão onde o objeto está, assim como acontece com uma imagem no espelho. Em suma, o que pode ser dito acerca do conhecimento dos objetos é que a percepção está no sujeito e não no objeto em si mesmo.