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Ao longo da história da filosofia, muito foi exaltado a importância da reflexão, de um novo ponto de vista, de olhar o mundo com novos olhos, de assumir uma atitude filosófica. No livro "convite a filosofia" da autora Marilena Chauí, nos é apresentado a definição de atitude filosófica e a necessidade da mesma. Como vemos no trecho abaixo:

“Esta casa é mais bonita do que a outra”, por: O que é “mais”? O que é “menos”? O que é o belo?

Em vez de gritar “mentiroso!”, questionasse: O que é a verdade? O que é o falso? O que é o erro? O que é a mentira? Quando existe verdade e por quê? Quando existe ilusão e por quê?

Se, em lugar de discorrer tranqüilamente sobre “maior” e “menor” ou “claro” e “escuro”, resolvesse investigar: O que é a quantidade? O que é a qualidade?

Alguém que tomasse essa decisão, estaria tomando distância da vida cotidiana e de si mesmo, teria passado a indagar o que são as crenças e os sentimentos que alimentam, silenciosamente, nossa existência.

Ao tomar essa distância, estaria interrogando a si mesmo, desejando conhecer por que cremos no que cremos, por que sentimos o que sentimos e o que são nossas crenças e nossos sentimentos. Esse alguém estaria começando a adotar o que chamamos de atitude filosófica.

Assim, uma primeira resposta à pergunta “O que é Filosofia?” poderia ser: A decisão de não aceitar como óbvias e evidentes as coisas, as idéias, os fatos, as situações, os valores, os comportamentos de nossa existência cotidiana; jamais aceitá-los sem antes havê-los investigado e compreendido.

Na imagem, podemos ver a uma formiga sobre um copo em que ao olharmos por uma perspectiva, nos leva a crer que esta é de tamanho semelhante que um helicóptero que circunda pelo horizonte. E podemos relacionar a ideia de percepção e formação de uma crença a partir de um ponto de vista. Sob os conceitos de atitude filosófica acima, a imagem nos leva a refletir sobre a verdade, a ilusão, a própria crença de que a formiga aparenta ser "igual" ao helicóptero. Nesta imagem, a necessidade da filosofia se deve para não darmos aceitação imediata as coisas que vemos, sentimos e conhecemos, sem que haja uma consideração acerca delas. Segundo Leonardo Boff, "todo ponto de vista é a vista de um ponto", para que haja compreensão sobre o ponto de vista de alguém é necessário saber como são seus olhos e qual a sua visão de mundo.

Ou mesmo quando Espinosa argumentava acerca de um grau inculto de conhecimento, que corresponde ao ponto de vista cultural, ao "ouvir dizer, às crenças, que nos levam  a acreditar em algo sem questionamentos em relação a tal apreensão. Para justificar tal pensamento, Espinosa utiliza o argumento do sol, que este seria, em princípio, um disco redondo e amarelo. Diante da percepção sem deliberação, seria concebido que este era apenas um disco e que sua cor é amarelo, mas sem levar em conta outros aspectos importantes que hoje conhecemos acerca do sol. Ou seja, a percepção pode nos induzir ao erro, a mera ilusão e nos desviar do caminho do conhecimento verdadeiro. A percepção da formiga de tamanho igual ao helicóptero em meio a filosofia spinozista, sem deliberação, não deve ser levada como conhecimento que nos guia ao conhecimento verdadeiro.

A imagem, então, nos mostra a necessidade de ter uma atitude filosófica, para que possamos ampliar nossas fontes de conhecimento, de ver o mundo sob uma nova ótica, de questionar sobre ele e sobre conceitos como o que é  "igual", o que é a "proporção", o que é "perto" e "distante", as noções de horizonte, de "maior" e "menor", os nossos modos de percepção e apreensão. E por fim, o que é a "verdade" e o que é "ilusão" para que sejamos capazes de construir conceitos sobre estes. Dando assim, base para formação das nossas crenças e buscar se essas tem de fato fundamento, se são meramente ilusão.

 

Referência

ESPINOSA, B. Ética. São Paulo: Abril Cultural, 1983.

CHAUÍ, Marilena. Convite à Filosofia. Ed. Ática, São Paulo, 2000

 

BOFF, Leonardo, Todo ponto de vista é a vista de um ponto. Disponível em: http://www.campinas.sp.gov.br/governo/gestao-e-controle/cursos/anexo-encontro-conselheiros/ponto-de-vista.pdf