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Le Pont d'Heraclite; René Magritte, 1935

 

René Magritte através de um esplêndido talento consegue por meio da pintura representar a constante e perpetua fluidez que Heráclito nomeia devir, o eterno movimento das coisas que lutam arduamente contra o seu próprio contrário para ser, é a tensão entre os opostos que gera a harmonia e por isso é atribuído ao mesmo a autoria do seguinte fragmento; “a guerra é o pai de todas as coisas”. No quadro fica evidente que a ponte representa as coisas determinadas que lutam contra o seu contrário, o amorfo indeterminado, para ser. O conflito é o movimento que dá origem ao novo, um novo que pode aparentar o mesmo aos olhos de quem vê, no quadro este novo é a própria ponte que atravessa um rio que nunca é o mesmo e reflete uma ponte que também nunca é a mesma, pois segundo Heráclito não existe nada permanente, exceto a mudança e até mesmo o sol é novo a cada dia.