Refletir de verdade é duro, olhar-se no espelho, enxergar a si mesmo... Ver o que precisa ser mudado, reforçado, melhorado, restaurado... Pois é: nada é tão simples! Alguns alunos diziam: “...acho bem fácil refletir; é só pensar no que você fez.” Ainda que cada um possua a sua maneira particular de encontrar a reflexão que necessita, compreender o que existe no distante e no perto, no raso e no profundo, belo e feio, bom e ruim... E, ainda assim, encontrar uma razão que une tudo isso que faz girar a grande roda da vida demora um pouco mais.

Concordo muito com Herman Hesse quando este diz: “Não sou aquele que sabe, mas aquele que busca.” A busca, a reflexão, a integração, o vazio... São todas ferramentas necessárias para uma reflexão justa e equilibrada. Um antigo professor dizia que a razão de tudo está em nós, mas aquilo que observamos, se observarmos bem, veremos que fluem de um tipo de natureza fundamental dos seres e coisas. Isso significa que cada coisa possui o seu lugar, a sua função, e sua forma de ser. Querer mudar isso é mudar todo um sistema já pré-ordenado. A reflexão não deseja mudar nada, a não ser a si mesma. Não é mudar o caminho, mas a forma de caminhar.