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Green Apple – Vladimir Kush

 

 

Esta imagem é uma pintura de Vladimir Kush, mais conhecido como Vlad Kush. Os que procuram definir seu trabalho e expressão artística, dizem sê-lo realismo de metamorfoses, pois se serve de figuras reais tais como a borboleta, a maçã, a lagarta, a rachadura, o chão, o líquido transpirado etc. e põe-nos juntos, em uma configuração aparente harmônica aos olhos e surrealista à mente.

 

Esta espécie de trabalho executado por Kush pode ser trabalhada rica e filosoficamente, sobretudo quando há questionamentos acerca da realidade e dos possíveis, a meu ver. Por exemplo: o que é real? Ou o que delimita o real – possibilitando uma discussão das faculdades do sujeito -? São questões que apontam para problemas filosóficos diversos... E no âmbito dos possíveis: o que é possível? Os possíveis são facultativos e/ou se desdobram empiricamente? São outras questões que também podem ser elaboradas com uma turma do Ensino Médio.

 

 

 

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A estilística de Kush é bastante influenciada pelo surrealismo, em sua concepção mais ampla e geral do caráter mesmo da noção e manifestação do inconsciente. Podemos compreender esse conceito de dois modos, embora haja múltiplas perspectivas acerca dessa noção. O primeiro caminho é montado a partir daquilo que escapa sempre ao sujeito cognoscente, àquilo que é mesmo imperceptível, mas que não é recalcado e está sempre lhe atravessando, ou seja, não é impedido de vir à tona por um super-ego autoritário e por isso está sempre pedindo autorização para apresentar-se conscientemente ao indivíduo e como constituinte dele; e o segundo caminho é o contrário, ou seja, o inconsciente como recalque, como algo em que não devo ter contato imediato para que continue sendo eu mesmo, algo até mesmo tributário e condenado por sua força expressiva infinita e criativa.

 

É evidente em vários quadros considerados surrealistas a beleza do caos. O caos das formas está pintado em estado latente; até mesmo as formas situadas por muitos como limitadoras e aprisionadoras das diferenças singulares mostram-se conjugadas com a diversidade que as conduz a cada instante a uma nova composição, portanto, cada forma são muitas formas diferentes. A pintura não cansa de nos atrair para mais uma olhada profunda, como se nos conduzisse sempre mais e mais para uma novidade diferente, para uma nova perspectiva.

 

A filosofia e a imagem, seja ela sonora, visual, táctil etc., podem ser inspecionadas pelo professor junto com seus alunos livremente, sem que haja uma determinação a priori do modo certo a ser usado ou de quais imagens que devam ser usadas necessariamente...