Frontispício da edição de 1651 de Leviatã. Leviatã é um monstro bíblico cruel e invencível que simboliza, para Hobbes, o poder do Estado absoluto. No desenho, seu corpo é constituído de inúmeras cabeças e ele empunha os símbolos dos dois poderes, o civil e o religioso.

 

 

A causa, o fim ou desígnio últimos dos homens (que naturalmente amam a liberdade e o domínio sobre os outros), com a introdução dessa coibição sobre si mesmos... é a providência da própria preservação e de uma vida maissatisfeita pr meio disso; ou seja, de selilivrarem daquela condição miserável da guerra, que é a consequência necessária... das paixões naturais dos homens, quando não há poder visível para mantê-los em temor e atá-los, pelo medo da punição, à execução de suas obrigações contratuais... obrigações contratuais, sem espada, não passam de palavras.” (Apud. In: COHEN, Martin. Casos filosóficos. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2012, pg. 135.)

 

O livro publicado em 1651, homônimo ao Leviatã bíblico, diz respeito à sociedade e ao governo legítimo e é considerado um dos exemplos mais antigos do contrato social, além de uma das referências do pensamento político.

 

Entre as teses defendidas por Hobbes em sua obra, está de que o homem é um animal fora de controle que depende de um governante absoluto que o domine e o force a seguir um determinado conjunto de regras para o convívio.

 

A máxima que identifica livro é “o homem é o lobo do homem”.

 



 

A imagem do frontispício do livro Leviatã, de Hobbes pode ser utilizado como um bom ponto de partida para a discussão e apresentação da filosofia política moderna. Podendo ser trabalhado num viés interdisciplinar entre as áreas de Filosofia, História e Sociologia Política.

 

Para uma turma de ensino médio esta imagem mostra que o poder político hobbesiano, uma forma de constructo do poder absolutista, é exercido pela espada, que representa o poder civil, e pelo cetro religioso que representa o poder religioso. Os dois símbolos estão unidos nas mãos do rei absolutista, que encarna o chefe do estado e a forma de poder político ideal para o filósofo inglês.

 



 



 

Podem-se propor as questões abaixo como ponto de partida para uma discussão com a turma. Isto trará mais autonomia para a turma, pois o centro da aprendizagem e do conhecimento escolar deve ser sempre o aluno(a).

 



 

  1. O que é um Estado político?

  2. Quais devem ser as razões para a necessidade de existência de formas de governos?

  3. O que é poder político? Como o estado o exerce ou deveria exercê-lo?

 



 

Durante a discussão, as teses do estado ideal hobbesiano devem ser apresentadas. Outras ideias, de outros autores podem ser apresentadas, visando, com isto, ampliar o conhecimento da turma.

 



 

Assuntos:

 

Filosofia política - Filosofia moderna - Contratualismo - Absoltismo