СНПЧ А7 Омск, обзоры принтеров и МФУ

 

"Abaporu" (1928), pintura de Tarsila do Amaral, significa o homem que come. Parte do movimento de antropofagia da arte brasileira, o quadro resume o objetivo desses canibais da arte: resolver tensões e contradições de um Brasil buscando ao mesmo tempo se desvincular das influências coloniais estrangeiras e tentar captar (comer) as novas expressões artísticas e culturais da Europa no início século XX e assim abrasileira-las.

Podemos trabalhar com nossos estudantes o fato da arte ter deixado de lado os princípios lineares e calcados na reprodução "fiel" da realidade para se abrir em uma criação mais livre, lúdica e dispersa. Tal movimento permitiu um processo hermenêutico ilimitado, levando o apreciador de uma obra particular para um jogo interpretativo que o mergulha em uma experiência caótica.

Essa abertura, intimamente relacionada com a evolução das ciências físicas e com a quebra dos paradigmas que buscavam revelar o mundo através da razão, as teorias que sugerem que o atual momento artístico e cultural apoiam plenamente a existência de uma ideia de movimento, descodificação e caos. Pedagogicamente devemos mostrar como as vanguardas artísticas, como a antropofagia, acompanharam as ideias pós-modernas, ilimitando o significado para infinitas interpretações. Tudo isso para evitar que se caia novamente em regras tradicionais e canônicas que não permitem o pleno desenvolvimento do artista como autor e do espectador como co-autor da mesma obra. Daí podemos sugerir as mais diferentes interpretações sobre o que significa e pode significar a obra de Tarsila.

Trabalhando também com o conceito de rizoma, descrito por Gilles Deleuze e Felix Guattari, explicar que uma arte rizomática como "Abaporu" procura superar todos os códigos estabelecidos e rompe com os limites impostos pela modernidade para controlar um universo que se apresenta incontrolável: "Mas acontece, justamente, que um rizoma, ou multiplicidade, não se deixa sobrecodificar, nem jamais dispõe de dimensão suplementar ao número de suas linhas, quer dizer, à multiplicidade de números ligados a estas linhas"; "Não existe locutor-auditor ideal, como também não existe comunidade lingüística homogênea." (Mil Platôs)