FILOSOFIA E LITERATURA

 

ÉDIPO REI – SOFOCLES

 

 

 

Para exemplificar a relação entre filosofia e literatura será utilizada a tragédia de Sófocles, Édipo Rei e, também, será feito um estudo sobre a tragédia, usando para isso a visão do filosofo Friedrich Nietzche e do poeta alemão Friedrich Hölderlin Sófocles foi um dos mais importantes escritores de tragédias ao lado de Ésquilo e Eurípides. Nasceu em colono, próximo a Atenas, na época do governo de Péricles, o apogeu da cultura helênica.

 

 

Escreveu muitas peças, algumas conhecidas até os dias de hoje. Em suas tragédias, mostra dois tipos de sofrimento: o que decorre do excesso de paixão e o que é conseqüência de um acontecimento acidental (destino). Esta ultima característica é encontrada em Édipo, um herói trágico.

 

O herói trágico é aquele que, consciente ou inconscientemente, transgride uma lei aceita pela comunidade e sancionada pelos deuses. Mas o que faz dele um herói trágico é fundamentalmente a sua atuação na desgraça que se abate sobre si. No difícil caminho entre a falha trágica e a inevitável punição, ele se purga de suas faltas, realizando diante da platéia a função exemplar de que se reveste a tragédia.

 

 

Em Sófocles, a tragédia é permeada pela fé inabalável na justiça divina. O herói do escritor argumenta, ergue a voz, exibe suas razões, estabelecendo assim uma antítese entre a vontade humana e as disposições do destino.

 

 

No mundo trágico a noção de responsabilidade não era totalmente formada com toda força que tem hoje em dia. Os gregos viviam num mundo dominado por deuses e heróis, onde as potencias divinas podiam muitas vezes, possuir a alma de um homem e fazer dele o que eles quisessem. Também nessa época o direito já procurava instituir uma nova ordem, a do sujeito responsável, distinguindo crimes cometidos na ignorância ou com conhecimento da causa.

 

 

Assim, quando um herói trágico como Édipo fura os próprios olhos ele sem dúvida o faz ao descobrir que - no mais puro desconhecimento e realizando um oráculo do deus Apolo - havia matado o seu pai e partilhado o leito de sua mãe, como esposo, cometendo os crimes de parricídio e de incesto.

 

 

Édipo havia consultado o Oráculo de Delfos, santuário do deus Apolo, e recebido a previsão de que mataria seu pai e partilharia o leito de sua mãe. Foi então que se desviou de Corinto e tomou o caminho de Tebas, imaginando que, assim, escaparia da previsão. Neste ponto há uma prepotência que desconsidera a força do oráculo, que se imagina acima das injunções do destino humano, imune à circunstâncias capazes de produzir desgraça e infortúnio, como se não habitasse este mundo, feito de surpresas e acasos inesperados, como se a vida não fosse meramente humana. No final de tudo, ao se perceber completamente cego à trama que determinara sua vida, Édipo cega-se de fato, furando os olhos: na escuridão, deverá aprender a "ver" o mundo invisível das forças que ele desconsiderara até então, aquele que opera sob o mundo das formas visíveis e que os gregos chamavam de moîra (= destino). De acordo com a mitologia grega, o destino é representado pelas Moîras, as três deusas (Cloto, Láquesis e Átropos) que fiam dobram e cortam o fio da vida. Personificam a "porção" de vida, felicidade e desgraça que cabe a cada um neste mundo. Tanto as entidades tecelãs como o destino que elas tecem possuem o mesmo nome (moîra).

 

 

O grande elogio ao mundo trágico, Friedrich Nietzsche o realizou em seu primeiro livro, O Nascimento da Tragédia. Aí ele descreve a tragédia como união de dois impulsos básicos da natureza: o impulso dionisíaco e o impulso apolíneo.

 

 

Assim, a linguagem dos heróis sofoclianos nos surpreende tanto por sua apolínea precisão e clareza, que temos a impressão de mirar o fundo mais intimo de seu ser, com certo espanto pelo fato de ser tão curto o caminho até o fundo” (Nietzsche, O nascimento da tragédia, pág. 63)

 

 

O impulso dionisíaco, nomeado em referência ao deus Dionísio, é caracterizado por ter todas as forças que estão presentes na vida como forma de êxtase união cósmica com a natureza em alegria ou sofrimento, expansão, intensidade, fecundidade, eterna transmutação.

 

 

O impulso apolíneo, nomeado em referência a Apolo, é caracterizado por ter em sua constituição as forças ligadas a processos de dar forma, limites, contornos, individualidade, clareza e direção a impulsos originalmente caóticos. A tragédia realiza, pois, essa união dos dois impulsos, ao dar forma estética às profusões transbordantes da vida.

 

 

Entretanto, a angústia diante dos perigos desse caos originário, dionisíaco, levou o homem grego a achar que não bastava disfarçá-lo, sob o manto da bela forma apolínea: era preciso discipliná-lo, ordená-lo, dividindo-o em verdades e falsidades, em categorias de Bem e de Mal. Era preciso substituir esse saber intuitivo, artístico, por um conhecimento racional, capaz de permitir o controle do mundo.

 

 

Nietzsche, em seu livro, concebe a tragédia de Édipo como a mais dolorosa do palco grego. Segundo ele Édipo é uma criatura nobre e possuidora de grande sabedoria, só que apesar de possuir essa qualidade, está destinado ao erro, a miséria e ao sofrimento. Mas mesmo assim Édipo exerce a sua volta um “poder mágico abençoado” que continua no ar mesmo depois de sua morte.

 

 

Segundo o filosofo há um nó processual perfeitamente atado que Édipo desamarra lentamente, laço por laço, para sua própria perdição. Para ele há um desatamento dialético muito grande na obra de Sófocles.

 

 

O poeta alemão, Friedrich Hölderlin, estudou minuciosamente a tragédia de Édipo. Para Hölderlin há uma algo de único na tragédia de Sófocles, e faz com que ele se destaque das tragédias de Esquilo e Eurípides. As tragédias de Sófocles, segundo o poeta, são caracterizadas por um retraimento ou afastamento do divino. O trágico de Sófocles assinala o enigma que é a fronteira entre o homem e o deus. O homem ultrapassa os limites com freqüência mesmo com as advertências dos deuses.

 

 

A apresentação do trágico depende principalmente de que o formidável, como o deus e o homem se acasalam, e como, ilimitadamente, o poder da natureza e o mais íntimo do homem se unificam na ira, seja concebido pelo fato de que a unificação ilimitada se purifica por meio de uma separação ilimitada.” (Observações sobre Édipo, pág. 78)

 

 

Hölderlin define esse afastamento do divino como um afastamento categórico. Ele faz uma transposição intencional do imperativo categórico de Kant, aonde a lei pertence efetivamente a este imperativo. Este tipo de imperativo, segundo o poeta, recupera a sobriedade nativa dos homens e o frustra da pretensão que ele tem de “entender a língua da razão intuitiva” que, segundo Kant, é a “língua dos deuses”. Assim Hölderlin acredita que as tragédias de Sófocles são formadas essencialmente por esse afastamento categórico do divino.

 

 

Édipo, no final da tragédia, se arranca do mundo pelo ato que consiste em cegar-se, e é nesse momento que, segundo o poeta, ele escapa das aparências para chegar à verdade. Parece-nos que Sófocles constrói, nesta tragédia sobre a condição humana, uma espécie de ‘lucidez’ “que suspende a limitação da consciência normal (que depende de distinções determinadas)”. O que a fábula ou o cenário trágico nos apresenta, então, diz de um sentimento de liberdade e de contradição do subjetivo e do objetivo que o “herói trágico é (como dirá também Hegel) ‘ao mesmo tempo culpado e inocente’, lutando contra o invencível, ou seja, lutando contra o destino que é o próprio responsável por sua falta,” provocando uma derrota inelutável e necessária da qual ele só sairá “pela perda da própria liberdade”.

 

 

 

RESUMO DE ÉDIPO REI:

 

 

 

Édipo é famoso por ter resolvido o enigma da Esfinge, mas ainda mais notório por sua relação incestuosa com sua mãe. Na antiga Grécia era famoso por ambos os episódios, mas o maior significado era como o modelo do herói trágico, cuja estória incluía os sofrimentos universais da ignorância humana - a falta da compreensão da pessoa sobre quem ela é sua cegueira em face do destino.

 

 

Édipo nasceu em Tebas, filho de Laio, o rei, e sua esposa Jocasta. Devido ao oráculo ter predito que Laio encontraria a morte nas mãos de seu próprio filho, o jovem Édipo foi entregue a um pastor do Monte Citéron. Entretanto, o bom pastor não conseguia abandonar a criança, entregando-a então a outro pastor do lado oposto da montanha. Este pastor, por sua vez, levou a criança a Pólibo, rei de Corinto, o qual não tendo filhos, ficou feliz em criar o menino como sendo seu filho. Enquanto Édipo crescia, era ameaçado com comentários sobre não ser filho legítimo de Pólibo; apesar de Pólibo ter lhe assegurado que o era, Édipo decidiu-se finalmente a viajar para Delfos e consultar o oráculo. O oráculo não revelou quem eram seus pais verdadeiros, mas contou-lhe que estava destinado a matar seu pai e casar com sua mãe. Horrorizado, e tão chocado que esqueceu completamente suas próprias dúvidas sobre seus pais, deixou Delfos resolvido a nunca mais retornar a Corinto, onde viviam Pólibo e sua esposa.

 

 

Desconhecido para Édipo, seu pai verdadeiro Laio estava também viajando nas redondezas de Delfos. Em uma estrada, Édipo se viu ao lado da carruagem de Laio; um membro da escolta de Laio ordenou rudemente que Édipo saísse do caminho. Ao passar a carruagem, o próprio Laio golpeou Édipo com um bastão e este respondeu derrubando Laio do veículo e o matando.

 

 

Voltando as costas a Corinto, acabou chegando em Tebas, a cidade de Laio, a qual estava sendo aterrorizada pela Esfinge, um monstro parte leão alado, parte mulher, que fazia uma pergunta que confundia: "O que é que anda com quatro pernas, duas pernas e três pernas?" Aqueles que tentaram e falharam em solucionar a charada eram mortos. Quando a morte de Laio se tornou conhecida em Tebas, o trono e a mão da rainha de Laio foram oferecidos ao homem que pudesse solucionar a charada e livrar a região da terrível Esfinge. Para Édipo a charada não ofereceu problema; rapidamente identificou seu sujeito como um "homem, que como um bebe engatinha de quatro, acaba crescendo e andando em duas pernas e com a idade necessita do suporte de uma terceira perna, uma bengala". Quando a Esfinge escutou esta resposta, ficou tão enraivecida e mortificada que se jogou no precipício.

 

 

Os cidadãos de Tebas receberam Édipo com deferência e o fizeram seu rei; casou-se com Jocasta e por muitos anos viveram em perfeita felicidade e harmonia. Édipo mostrouse um governante sábio e benevolente, Jocasta deu-lhe dois filhos, Etéocles e Polínece, e duas filhas, Antígona e Ismênia. Eventualmente, entretanto, outra praga se abateu sobre a região de Tebas. A colheita estava morrendo nos campos e hortas, os animais estavam improdutivos, as crianças doentes e os bebês em gestação definhavam, enquanto os deuses estavam surdos a todos os apelos. Creonte, irmão de Jocasta, retornou de sua consulta ao Oráculo de Delfos, que ordenava que a maldição seria levantada apenas quando o assassino de Laio fosse trazido a justiça. Édipo, imediatamente e de maneira enérgica, tomou a tarefa de encontrá-lo, e como primeiro passo consultou o profeta cego Tirésias. Tirésias reluta em revelar a identidade do assassino, mas é levado gradualmente a se enfurecer pelas insinuações de Édipo contra ele. Acaba revelando que o próprio Édipo é o pecador que trouxe a maldição sobre a cidade; também profetiza que Édipo, que se considera tão inteligente e de visão larga, se recusará a aceitar a verdade de suas palavras, se recusará a reconhecer quem realmente é e o que tinha feito. Édipo, enraivecido, suspeita que seu cunhado Creonte está mancomunado com Tirésias para assumir o trono; Creonte também nada pode dizer para acalmá-lo. Jocasta tenta acalmar a situação. Subitamente Édipo lembra do que aconteceu antes de chegar a Tebas e diante de vários indícios de sua culpa, percebe que Laio foi provavelmente a sua vítima. Enquanto espera pela confirmação de um elemento da escolta que retornava a Tebas, um mensageiro chega de Corinto com a notícia que Pólibo tinha morrido de morte natural; Édipo, ainda não suspeitando de toda a extensão de seu crime, fica feliz por aparentemente ter se livrado de pelo menos uma parte da profecia do oráculo, mas resolve ter cautela antes que acabe se casando com sua mãe.

 

 

O mensageiro bem intencionado, ansioso em confortá-lo, assegura a Édipo que Pólibo e sua esposa não eram seus pais. Mesmo agora Édipo não consegue fazer a correta conexão, e enquanto a aterrorizada Jocasta tenta em vão persuadi-lo a parar a investigação, persiste nos seus esforços para chegar ao fundo do mistério e ordena que o pastor de Laio, agora um velho, seja trazido a sua presença. Por uma casualidade do destino, este homem é também a única testemunha ainda viva da morte de Laio. Quando finalmente aparece, o completo horror da situação finalmente chega a Édipo; o homem admite que tomou o filho de Laio e com pena o entregou ao pastor de Pólibo, ao invés de o deixar morrer. Esta criança era Édipo, que agora tinha sucedido seu pai no trono e no leito.

 

 

Jocasta não esperou pelo desfecho; tinha ido antes de Édipo para o palácio, e quando este a seguiu, descobriu que tinha ela havia se enforcado. Arrancando os broches de ouro do vestido dela, Édipo golpeia seguidamente seus olhos com eles, até que o sangue corra pela sua face. Como pode olhar para o mundo, agora que consegue ver a verdade?

 

 

 

ADAPTAÇÃO PARA O ENSINO MÉDIO

 

FILOSOFIA E LITERATURA

 

ÉDIPO REI – SOFOCLES

 

 

 

O primeiro aspecto que devemos guardar é que filosofia não é literatura. O que acontece é que vários elementos do campo literário são trazidos para a rigorosidade do pensamento filosófico. Para identificar esses elementos usaremos como exemplo a tragédia grega de Sófocles, Édipo.

 

 

Sófocles foi um dos mais importantes escritores de tragédias ao lado de Ésquilo e Eurípides. Escreveu muitas peças, algumas conhecidas até os dias de hoje. Em suas tragédias, mostra dois tipos de sofrimento: o que decorre do excesso de paixão e o que é conseqüência de um acontecimento acidental (destino).

 

 

Veremos agora a tragédia de Édipo sobre a visão de duas pessoas que o estudaram a fundo: o filosofo Friedrich Nietzsche e o poeta alemão Friedrich Hölderlin. Para Nietzche existem duas características muito importantes na tragédia que são: o impulso dionisíaco (referente ao deus Dionísio) e o impulso apolínio (referente ao deus Apolo). A tragédia realiza essa união dos dois impulsos, ao dar forma estética às profusões transbordantes da vida.

 

 

O impulso dionisíaco é caracterizado por ter todas as forças que estão presentes na vida como forma de êxtase, união cósmica com a natureza em alegria ou sofrimento, expansão, intensidade, fecundidade, eterna transmutação. O impulso apolíneo é caracterizado por ter em sua constituição as forças ligadas a processos de dar forma, limites, contornos, individualidade, clareza e direção a impulsos originalmente caóticos.

 

 

Nietzsche, em seu livro O Nascimento da Tragédia, concebe a tragédia de Édipo como a mais dolorosa do palco grego. Segundo ele Édipo é uma criatura nobre e possuidora de grande sabedoria, só que apesar de possuir essa qualidade, está destinado ao erro, a miséria e ao sofrimento. Mas mesmo assim Édipo exerce a sua volta um “poder mágico abençoado” que continua no ar mesmo depois de sua morte.

 

 

O poeta alemão, Friedrich Hölderlin, estudou todos os detalhes da tragédia de Édipo. Segundo ele as tragédais de Sófocles possuem um ponto central que é o afastamento do divino, ou seja, o herói tragédia passa por cima de todas as decisões dos deuses na tentativa de dar um rumo a sua própria história. Édipo, no final da tragédia, se arranca do mundo pelo ato que consiste em cegar-se, e é nesse momento que, segundo o poeta, ele escapa das aparências para chegar à verdade.

 

 

 

RESUMO – ÉDIPO REI

 

 

 

Édipo Rei, tragédia grega de Sófocles, apresenta os episódios do herói trágico Édipo. Este é filho de Laio, rei de Tebas, e da rainha Jacasta. Nos antecedentes dessa história o Oráculo anuncia a Laio que, por causa de uma maldição, se este viesse a ter um filho com Jacasta esse filho o mataria. Laio, com temor de que a profecia do Oráculo se realizasse, ordena Jacasta a entregar seu filho a um pastor da região, amarrando-o e furando-lhe os pés e que o abandonasse no monte Citerón para morrer. Mas, o pastor, com piedade, entrega-o a Pólibo, rei de Corinto. Pólibo e sua mulher Meréope criam-no como um filho. Depois de crescido Édipo, insultado por um bêbado que dizia que ele não era filho legítimo do rei, vai consultar o Oráculo para saber da sua descendência. O Oráculo apenas revela que Édipo mataria seu próprio pai e casaria com sua própria mãe. Desesperado e crendo que Pólibo e Meréope eram seus pais verdadeiros, Édipo resolve abandonar Corinto para nunca mais regressar. É nessa mesma época que a cidade de Tebas está sendo atacada pela Esfinge, devorando os cidadão tebanos, pois eram incapazes de decifrar o enigma proposto por ela.

 

 

Ao passar por Tebas, numa encruzilhada de três caminhos, Édipo, depois de ser espancado por membros de uma comitiva que passava por ali, acaba matando um homem, este era Laio - seu verdadeiro pai. Ao chegar na cidade de Tebas Édipo consegue decifrar o enigma da Esfinge, libertando a cidade do flagelo e acaba sendo proclamado o rei da cidade e casa-se com a viúva de Laio, a rainha Jacasta. Assim, a profecia se tornou realidade: Édipo matou o próprio pai e se casou com a própria mãe. Porém os deuses enviam uma peste a cidade de Tebas, pois os homens estavam desobedecendo ao Oráculo.

 

 

Édipo, preocupado com a situação envia seu cunhado, Creonte, ao Oráculo de Delfos para saber qual era a causa da peste que assolava a cidade de Tebas. A resposta do Óráculo foi que a cidade estava naquela situação por causa da morte de Laio e que para solucionar o problema o assassino deveria ser descoberto e punido. Pórem, Édipo não sabe que Laio era seu pai e que o tinha matado na encruzilhada. Então manda seu cunhado Creonte buscar o adivinho Tirésias, que com medo de revelar que era Édipo o assasino, resiste em responder. Depois de ser muito insultado por Édipo, chamado de traidor da cidade, Tirésias não hesita em revelar quem é o verdadeiro assasino. O assasino era o próprio Édipo. Ele não crê nisso, mas acredita que Creonte e Tirésias estão armando alguma coisa contra ele.

 

 

Assim, Édipo de investigador se torna investigado e vai em busca do assassino de Laio. Ao longo da tragédia, Édipo descobre que Pólibo e Meréope não eram seus pais e que seu verdadeiro pai era Laio e sua verdadeira mãe era Jacasta. Não suportando a verdade de ser um assassino e um parrecida Édipo fura os próprios olhos para não ver sua dura realidade.

 

 

 

BIBLIOGRAFIA:

 

SOFOCLES. Édipo Rei e Antígona. Texto integral. Martin Claret, São Paulo, 2006.

 

NIETZSCHE, Friedrich. O nascimento da Tragédia ou Helenismo e Pessimismo.

 

Companhia das Letras, 2ª edição, São Paulo 1999.

 

HÖLDERLIN, Friedrich. Observações sobre Édipo e Observações sobre Antígona. Jorge

 

Zahar Editor, Rio de Janeiro, 2008